A organização do Miss Universo Brasil anunciou oficialmente que a modelo Marcella Kozinski representará o país na edição de 2026 do concurso internacional de beleza. A decisão ocorre em meio a uma disputa pública relacionada à atuação do empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, que atualmente ocupa posição de destaque na estrutura do Miss Universo, e que recentemente gerou controvérsia após um episódio envolvendo uma candidata mexicana na edição de 2025. Nawat foi criticado por uma atitude considerada humilhante durante o evento, chegando a pedir desculpas posteriormente. Apesar do incidente, a vencedora daquele ano foi Fátima Bosch, representante do México.
Nos bastidores, a confirmação da participação brasileira foi acompanhada de um posicionamento de dirigentes nacionais, incluindo o empresário Rodrigo Ferro, que é também presidente do Miss Universo no Brasil. Em pronunciamento oficial, esses líderes reafirmaram o apoio à Miss Universe Organization, destacando a confiança nas medidas tomadas para assegurar a integridade, a estabilidade e o legado do concurso. O texto divulgado enfatiza que os representantes de cada país devem cumprir suas responsabilidades com respeito, transparência, igualdade e segurança, reforçando a necessidade de tratar divergências de forma privada e pelos canais adequados.
A controvérsia envolvendo Nawat Itsaragrisil permanece em aberto, com diferentes versões sobre sua autoridade na organização. Enquanto a Miss Universe Organization afirmou que Nawat não possui autoridade formal em sua estrutura, a MU East, braço do Miss Universo na Ásia, declarou que ele é seu CEO. Essa contradição alimenta a disputa interna, que ainda não foi resolvida de forma definitiva.
O cenário também envolve o Brasil, cujo diretor presidente do Miss Universo, Rodrigo Ferro, mantém vínculos com o Miss Grand Brasil, concurso internacional do qual Nawat é proprietário. Questionado pela imprensa sobre possíveis retaliações ou preocupações relacionadas à sua posição, Ferro e a organização brasileira emitiram nota oficial. Nessa, a Miss Universe Brasil reforçou que situações envolvendo franquias internacionais devem ser conduzidas com respeito, cautela e profissionalismo, destacando que eventuais divergências devem ser resolvidas no âmbito institucional, sem interpretações pessoais ou riscos de retaliações.
Apesar das tensões, a seleção de Marcella Kozinski segue firme na preparação para a competição, e o Brasil reafirma sua participação na edição de 2026, que acontecerá em Porto Rico, com final marcada para 24 de novembro. Além do Brasil, a organização também recebeu apoio de outros países, incluindo México, Canadá, Chile, Bolívia e Venezuela, que emitiram comunicados públicos de solidariedade e apoio ao evento, reforçando a importância do concurso no cenário internacional de beleza.











