Denúncia contra vereador e outros cinco será encaminhada ao Ministério Público

Postado em 12/03/2019 19:04

Depois de pouco mais de dois anos, a Polícia Federal concluiu o inquérito que investiga o vereador César Tarzan por possível crime eleitoral. O caso agora será encaminhando ao Ministério Público.

O relatório que apura a atuação de César Tarzan na campanha eleitoral já tem mais de 900 páginas. A polícia começou a investigar o vereador e outras cinco pessoas logo no início do mandato, em 24 de janeiro de 2017, quando chegaram denúncias de crimes.

Estão anexados ao inquérito, recibos manuscritos, capturas de tela de conversas pelo celular entre outros documentos. Ainda no decorrer do inquérito, a investigação observou que na campanha, o vereador teria ofertado de cestas básicas a cargos na prefeitura.

De acordo com a Polícia Federal, pelo menos dez pessoas confirmaram ter recebido propostas do até então candidato a vereador. César Tarzan foi eleito nas eleições municipais com 1672 votos. E daí em diante, começou a polêmica. As primeiras denúncias contra Tarzan foram de boca de urna e propaganda irregular. Inclusive, o delegado já havia solicitado a prisão do parlamentar.

Outra situação observada pela polícia foi a oferta de cargo público, mas com um porém. O contratado deveria devolver metade do salário ganho na Câmara de Vereadores. O montante seria usado numa espécie de caixa para a próxima campanha eleitoral. Tarzan também é investigado por tentar coagir testemunhas.

O vereador César Tarzan pode responder por crimes nas justiças criminal e eleitoral.

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