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Kalil no roda viva: Em duas horas de sabatina, ele atacou o governador de Minas, Romeu Zema, criticou o presidente Jair Bolsonaro e admitiu que aceitaria um convite para disputar o Palácio do Planalto em 2022.

Postado em 01/12/2020 11:54

Política, cultura, problemas urbanos, futebol e carnaval. Sempre conhecido por dizer frases fortes, sinceras e de efeito em seus discursos, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) não fugiu de nenhum assunto na entrevista concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na noite desta segunda-feira (30/11). Em duas horas de sabatina, ele atacou o governador de Minas, Romeu Zema, criticou o presidente Jair Bolsonaro e admitiu que aceitaria um convite para disputar o Palácio do Planalto em 2022.

A TV candides ira rodar o programa roda viva no próximo domingo (08)

Presidência e Governo de Minas

 
Mesmo que sua intenção seja comandar a prefeitura até o término do mandato, como afirmou em várias entrevistas em sua campanha de reeleição, Kalil confessou que aceitaria disputar a presidência da República: “Se eles quiserem me carregar, é claro que eu vou. Hoje sou o prefeito de Belo Horizonte. Agora: se eu for carregado para lá, muito obrigado”.
 
Ele também disse que poderá disputar o governo de Minas em 2022: “Não. Não é fora de cogitação, respondi isso durante a campanha. Mas é óbvio que tenho que respeitar a votação que tive, ainda nem assumi o segundo mandato. Temos que ver também qual será a situação de Minas daqui a dois anos, ninguem sabe”. 

Relação com Zema

Em Minas, a rixa entre Kalil e o governador Romeu Zema não é recente. O prefeito acusa o Estado, que vive grave crise financeira, de não repassar os recursos a serem investidos em melhorias para a capital mineira. “O governo de Minas está envenenado. O governador de Minas não fala nada e não faz nada. Belo Horizonte está fora do cardápio do governo”, diz Kalil.
 
Ele aproveitou para dar uma cutucada no governador: “Não me ajuda em médico, nem nada, o que eu quero com ele? Tomar café ou cerveja? Bala de Araxá eu tenho gente que traz para mim” 
 
 

Pandemia

Kalil não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela negligência durante a pandemia do coronavírus. Ele afirmou que o presidente errou ao minimizar a gravidade da doença, incentivando as pessoas a saírem às ruas: “Vamos ser muito sinceros. Ele derramou dinheiro na pandemia. Negar a pandemia era verbalizar. Foi de graça. Não custou nada. Então o mais difícil de fazer, ele fez. Não economizou na pandemia. Se ele não tivesse negado, ele teria gastado a metade do que ele gastou”.
 
O prefeito de BH voltou a criticar Bolsonaro pela falta de diálogo com a capital mineira. Kalil disse não ter sido recebido pelo presidente para tratar de repasses à capital mineira: “Não preciso dele (Bolsonaro) como amigo. Preciso dele para me dar dinheiro para saúde, educação, infraestrutura… Meus amigos de tomar cerveja eu já tenho”.
 

Vacina

Ele também comentou sobre a disputa entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, a respeito da vacina do coronavírus. O governo federal tem apoiado as pesquisas da Universidade de Oxford, com atuação da Fiocruz. Já o Estado de São Paulo incentiva a fabricação da chinesa Sinovac Biotech, apoiada pelo Instituto Butantan. 
 
“Quando um não quer, dois não briga. Se imagina se essa vacina chinesa dá certo e chega mais rápido… Você acha que o governo federal não vai comprar? Você acha que o governo tem peito de não comprar? É impeachment na hora. Por isso que eu falo que é impossível determinar o que vai ocorrer na eleição de 2022”.

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