Filho de Chorão é cobrado judicialmente por shows que o Charlie Brown Jr. não fez após a morte do pai

Postado em 04/12/2019 14:53

As dívidas deixadas por Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., despertaram uma longa briga judicial entre os familiares e um empresário que teria contratado shows da banda. De acordo com a revista “Veja São Paulo”, em outubro de 2012 o músico assinou um contrato com a Promocom Eventos para 12 shows. Além do adiantamento recebido (R$ 300 mil), Chorão recebeu mais R$ 75 mil equivalentes a três shows que chegou a fazer. Caso cumprisse o contrato por completo, ao fim teria recebido R$ 600 mil. Acontece que cinco meses após a assinatura do contrato, Chorão morreu devido a uma overdose.

“No final de 2012, a gente fez um contrato, se não me engano, eram de 12, 13 shows. Estávamos na verdade renovando um negócio que fizemos naquele ano para acontecer em 2013. Por conta disso, adiante 50% do valor de todos esses shows. Se não me engano, foram realizados uma ou duas apresentações e o Chorão chegou a falecer”, disse o empresário Mac Solek. Entretanto, em 2015 o proprietário da empresa de eventos entrou na Justiça alegando que o contrato não previa acordo em caso de morte. Neste caso, a família do cantor deveria devolver o montante recebido antecipadamente.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Alexandre teria sido notificado nove meses depois da morte de seu pai sob a alegação de que Chorão “faleceu sem atender à totalidade das obrigações assumidas” e “notoriamente, tais obrigações não poderão [mais] ser atendidas”.

O valor da ação está em R$ 550 mil. Apesar de haver uma decisão favorável ao empresário, a família segue recorrendo da sentença. Em entrevista ao site R7, a advogada Thaís Lima, primeira mulher de Chorão e mãe de Alexandre Lima Abrão alegou que a Promocom veio com uma cobrança sem prova de pagamento. “Eles perderam uma primeira ação. Entraram com outra novamente, e nesse caso, parece que a juíza não apreciou a contestação nesse sentido, porque foi alegado a mesma coisa do que na primeira, porque não houve prova de que houve pagamento. Não é que a família não quer pagar, a questão é que não tem recibo, não tem contrato, não tem nada.”

 

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