Em entrevista coletiva realizada na Flórida neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação que teria durado “47 segundos”. Segundo Trump, a ação fez parte de ataques militares em “grande escala” contra a Venezuela e abriu caminho para uma intervenção direta dos EUA no país.
De acordo com o presidente americano, Washington pretende assumir o controle da Venezuela por tempo indeterminado, até que seja concluído um processo de transição política. “Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e nos deparemos com a mesma situação que tivemos nos últimos anos”, declarou.
Trump não estabeleceu prazo para o fim da ocupação e afirmou que caberá exclusivamente aos Estados Unidos decidir quando o controle será devolvido aos venezuelanos. Durante o pronunciamento, ele também afirmou que os EUA estão prontos para lançar um segundo ataque “muito maior”, caso considerem necessário, embora tenha indicado que a nova ofensiva pode não ocorrer diante do que classificou como sucesso da operação inicial.
Na área econômica, Trump afirmou que a indústria petrolífera venezuelana é um “fracasso” e disse que grandes empresas americanas deverão entrar no país, investir bilhões de dólares e recuperar a infraestrutura do setor. Segundo ele, essa estratégia permitiria que a Venezuela voltasse a gerar riqueza. “A parceria com os Estados Unidos tornará o povo venezuelano rico, independente e seguro”, afirmou.
O presidente americano voltou a classificar Nicolás Maduro como um “ditador ilegítimo” e o acusou de permitir a entrada de “quantidades colossais de drogas ilícitas mortais” nos Estados Unidos, além de chefiar o chamado Cartel de los Soles. Maduro nega as acusações. Trump também declarou que líderes políticos e militares venezuelanos devem entender que “o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles”.
Ainda segundo Trump, os venezuelanos que vivem nos Estados Unidos ficarão “extremamente felizes” com os desdobramentos e não sofrerão mais. “O povo venezuelano está livre novamente”, disse, acrescentando que os EUA são hoje uma nação “mais segura” e “mais orgulhosa”.
Após a fala do presidente, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a ação como “uma grande operação conjunta das forças militares e policiais, executada com perfeição”. Ele afirmou que Maduro “teve sua chance”, em declaração que também fez referência ao Irã.
Trump não descartou a possibilidade de envio de tropas americanas para a Venezuela no futuro. Ele afirmou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém contato com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que, segundo o republicano, teria concordado em colaborar com as exigências dos EUA para a transição. Trump disse considerar que uma equipe formada por membros de seu governo deverá administrar a Venezuela até a conclusão desse processo.















