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Governo da Venezuela diz desconhecer paradeiro de Maduro

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O governo da Venezuela afirmou, na manhã deste sábado (3), que desconhece o paradeiro do presidente Nicolás Maduro, após o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma operação militar que teria resultado na captura do chefe de Estado venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores. A informação foi confirmada pela vice-presidente Delcy Rodríguez, em pronunciamento oficial.

A declaração ocorre horas depois de Trump publicar, em suas redes sociais, que forças especiais norte-americanas realizaram uma ação em larga escala contra a Venezuela, com ataques militares em diferentes regiões do país. Segundo o presidente dos EUA, Maduro e a esposa teriam sido capturados e retirados do território venezuelano, em uma operação conjunta com forças policiais americanas.

Ataques em várias regiões

De acordo com informações preliminares, os ataques atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões, intensa movimentação aérea e colunas de fumaça na capital venezuelana por cerca de 90 minutos, durante a madrugada. Houve também relatos de interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica e restrições à circulação em áreas estratégicas.

Ainda não há confirmação oficial sobre o número de feridos ou mortos, nem detalhes sobre os alvos atingidos pelas forças norte-americanas.

Versões conflitantes

Enquanto Trump sustenta que a operação foi bem-sucedida e que Maduro já estaria fora do país, o governo venezuelano afirma não ter informações sobre o destino do presidente. Delcy Rodríguez classificou a situação como grave e denunciou o que chamou de agressão direta à soberania nacional, afirmando que o país está em alerta máximo.

A ausência de imagens, provas ou confirmações independentes sobre a suposta captura aumenta a incerteza em torno do caso e reforça o clima de tensão política e institucional na Venezuela.

Repercussão internacional

A ofensiva provocou reações imediatas na comunidade internacional. A Colômbia manifestou “profunda preocupação” com a escalada do conflito e pediu moderação, enquanto Cuba condenou duramente os ataques, classificando a ação dos Estados Unidos como criminosa e ilegal.

Outros países da América Latina e organismos internacionais acompanham os desdobramentos e avaliam possíveis impactos humanitários, diplomáticos e econômicos na região.

Trump anunciou que dará mais detalhes sobre a operação em uma coletiva de imprensa marcada para as 11h, em Mar-a-Lago. Até lá, o cenário permanece de incerteza, com versões contraditórias e crescente tensão geopolítica.