Uma ejeção de massa coronal (EMC) proveniente do Sol, ocorrida em 25 de agosto, tem potencial para gerar uma tempestade geomagnética de intensidade moderada na Terra, prevista para acontecer entre esta sexta-feira (28/8) e sábado (29/8). A previsão foi divulgada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), que monitora a atividade solar e seus efeitos no planeta.
Segundo a escala de tempestades geomagnéticas, que varia de G1 a G5, sendo G5 o nível mais severo, a ocorrência atual é classificada como moderada, ou seja, nível G2. Apesar de não representar uma ameaça de impacto extremo, o evento pode causar efeitos relevantes em diferentes setores tecnológicos e ambientais. A explosão solar que originou a EMC também foi considerada de intensidade moderada, reforçando a previsão de uma atividade geomagnética de nível intermediário.
Explosões solares, como a que ocorreu em 25 de agosto, fazem parte do ciclo natural de atividade magnética do Sol, que passa por períodos de maior e menor intensidade ao longo de aproximadamente 11 anos. Essas explosões liberam partículas energéticas que podem alcançar a Terra, causando perturbações no campo magnético do planeta. O fenômeno, embora comum em ciclos solares, requer monitoramento constante devido aos possíveis efeitos na infraestrutura tecnológica e na atmosfera terrestre.
A ocorrência de tempestades geomagnéticas tem como uma de suas manifestações mais visíveis as auroras boreais e austrais, fenômenos luminosos que podem ser observados em regiões de altas latitudes. No entanto, a previsão indica que o evento também poderá favorecer a formação de auroras em áreas menos habituais, incluindo regiões do hemisfério sul, onde a visualização do fenômeno é menos frequente.
Por outro lado, tempestades geomagnéticas de intensidade moderada podem provocar interferências em redes elétricas localizadas em regiões de altas latitudes, além de afetar sistemas de rádio e comunicações em diferentes partes do mundo. Há também a possibilidade de aumento no arrasto atmosférico sobre satélites em órbita baixa, o que pode comprometer sua operação e estabilidade. Além disso, astronautas em missões fora da órbita terrestre devem adotar precauções adicionais, pois a radiação proveniente do evento pode elevar os níveis de exposição a partículas energéticas, representando risco à saúde.
Diante desse cenário, especialistas ressaltam a importância do acompanhamento contínuo das previsões e de medidas preventivas para minimizar os impactos das perturbações geomagnéticas na infraestrutura crítica e na segurança de missões espaciais. A previsão de uma tempestade de nível moderado reforça a necessidade de vigilância por parte de agências de monitoramento e de setores que dependem de tecnologias sensíveis às variações do campo magnético terrestre.












