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Quem eram as duas inspetoras mortas em ataque a escola no Acre

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Raquel Sales Feitosa (esq.) e Alzenir Pereira (dir.); inspetoras foram mortas em ataque a tiros a uma escola em Rio Branco, no Acre Imagem: Reprodução/Redes sociais

Resumo do caso

Local: Instituto São José, em Rio Branco, no Acre
Data: terça-feira, 5 de maio de 2026
Vítimas fatais: Alzenira Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa
Função das vítimas: inspetoras escolares
Suspeito: estudante de 13 anos, apreendido pelas autoridades
Feridos: uma funcionária e uma estudante
Investigação: em andamento
Motivação: ainda não esclarecida pelas autoridades

Quem eram as inspetoras mortas em ataque a escola no Acre

Duas servidoras do Instituto São José, em Rio Branco, no Acre, morreram após um ataque dentro da escola na tarde desta terça-feira, 5 de maio de 2026. As vítimas foram identificadas pela imprensa local como Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos. As duas atuavam como inspetoras na instituição de ensino.

O caso ocorreu durante o período de aulas no Instituto São José, escola pública vinculada à rede estadual. Segundo informações divulgadas pelo governo do Acre e pelas autoridades de segurança, o suspeito é um estudante de 13 anos, que foi apreendido após o ataque.

Além das duas mortes, outras duas pessoas ficaram feridas: uma funcionária da escola e uma estudante. As vítimas feridas foram socorridas e levadas para atendimento médico.

Servidoras tinham anos de atuação na escola

Alzenira Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa trabalhavam na rotina escolar do Instituto São José e eram conhecidas pela comunidade. Segundo o Diário do Nordeste, juntas, as duas servidoras somavam cerca de 20 anos de trabalho na instituição.

A função de inspetora escolar costuma envolver o acompanhamento dos estudantes nos corredores, entrada, saída, pátios e demais espaços da escola. São profissionais que participam diretamente da rotina dos alunos e ajudam na organização do ambiente escolar.

Por isso, a morte das duas servidoras causou forte comoção entre familiares, colegas de trabalho, estudantes e moradores de Rio Branco.

O que se sabe sobre o ataque

De acordo com a Associated Press, o governo do Acre informou que o adolescente assumiu a autoria do ataque. A arma utilizada pertenceria a um responsável legal do estudante, apontado por veículos locais como o padrasto do adolescente, que também foi detido.

A motivação ainda não havia sido esclarecida pelas autoridades até a publicação das informações iniciais. O caso segue sob investigação.

O ataque mobilizou equipes de segurança pública, socorro médico e representantes do governo estadual. A governadora do Acre, Mailza Assis, manifestou solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e aos profissionais da educação afetados pelo caso.

Escola e comunidade em luto

Após a tragédia, o clima foi de tristeza e abalo entre estudantes, servidores e familiares. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre também lamentou a morte das funcionárias e destacou a dor da comunidade escolar diante do episódio.

O caso reacende o alerta sobre segurança nas escolas, acolhimento emocional dos estudantes, responsabilidade no armazenamento de armas e necessidade de protocolos de prevenção em ambientes educacionais.

Justiça faz alerta sobre imagens de crianças e adolescentes

Após o ataque, o Tribunal de Justiça do Acre alertou para a proteção da imagem de crianças e adolescentes envolvidos no episódio. A orientação é importante porque vídeos e fotos de estudantes podem circular nas redes sociais em momentos de grande comoção.

A divulgação desse tipo de material pode expor menores de idade, familiares e vítimas, além de aumentar o sofrimento da comunidade escolar. Em situações como essa, o ideal é compartilhar apenas informações confirmadas por fontes oficiais e veículos jornalísticos confiáveis.

Responsabilidade sobre armas também entra em debate

Um dos pontos centrais da investigação é como o adolescente teve acesso à arma. Segundo as informações iniciais, o armamento seria de um responsável legal do estudante.

O caso reforça a importância de que armas registradas sejam mantidas em segurança, fora do alcance de crianças e adolescentes. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do acesso e eventuais responsabilidades.

O que ainda precisa ser esclarecido

As autoridades ainda devem informar detalhes sobre a motivação do ataque, a situação de saúde das pessoas feridas, as medidas adotadas pela escola e os encaminhamentos legais envolvendo o adolescente e o responsável pela arma.

Até o momento, as informações confirmadas apontam que o ataque deixou duas servidoras mortas, duas pessoas feridas e uma comunidade escolar profundamente abalada.