Depois de integrar algumas
duplas, Jader Pes, de São Leopoldo, decidiu apostar na carreira
solo. Agora, colhe os frutos de sua escolha.
Aos 12 anos, Jader Pes, morador de São Leopoldo, teve seu primeiro contato com um instrumento musical, um violão, que ganhou de seu pai, Clicério. Na época, influenciado pela mãe, dona Maria, que comprava revistas que ensinavam músicos amadores a tirar os primeiros acordes, Jader começou a se dedicar ao instrumento e a se apaixonar pela música sertaneja. Ainda na adolescência, aos 15 anos, passou a fazer pequenos shows acústicos para amigos em bares, onde a galera se reunia.
— Assim, aos poucos, fui aprendendo a tocar, mas sem imaginar que seguiria carreira — relembra Jader, hoje com 34 anos.
Como a vida de músico não é nada fácil, o artista, logo que formou sua primeira dupla sertaneja, com Cristiano, teve de conciliar a música com o trabalho como vigilante. Primeiro,em um shopping. Depois, em uma empresa de transporte de valores.
— Lembro que, entre uma brecha e outra, eu escrevia letras no serviço mesmo, e meus colegas sempre falavam para eu gravá-las. Nesta época, comecei a levar a sério o meu lado compositor, dividia o serviço com a música, trabalhando de dia e tocando à noite — conta o sertanejo.
Depois de integrar algumas duplas, como com Cristiano, em 2009, e outra com Gustavo, em 2014, o leopoldense decidiu apostar na carreira solo, há cerca de dois anos.
Nova etapa
Na nova fase, o gaúcho
já colhe os frutos de anos de batalhas e peleias.
Em agosto
do ano passado, venceu uma das categorias do Festival de Música de
São Leopoldo, com a canção Rio dos Sinos te Deixaremos Viver, que
faturou a categoria Melhor Música – Tema Ambiental. No fim do ano,
gravou a faixa Chorando as Pitangas com um dos nomes mais
conhecidos da música daqui: Maurício Lima, do histórico Rainha
Musical.
— Estou muito feliz com minha carreira solo. Nesta nova fase, consegui entrar no mercado acústico com o (projeto) Acústico JP, onde faço voz e violão, mas, dependendo do evento, também tenho uma banda de apoio. E essa vitória no concurso, junto com o lançamento do meu disco solo, vem para coroar tanto esforço — celebra Jader.
Pitaco de Quem
Entende
Gaby Christo avalia o trabalho de JaderPes:
— O som dele é uma
mistura bem interessante de música gaúcha com uma pegada mais
moderna, puxada para o sertanejo. O Jader é bem expressivo e parece
saber exatamente
o que
quer. Outra coisa que me chamou atenção, de forma positiva, é que a
produção da faixa (Chorando as Pitangas) foi do Sandro Coelho, um
dos grandes nomes da música gaúcha. E teve a ilustre participação
do CristianBocalon, no acordeão, que trabalhou comigo em todos os
meus trabalhos produzidos no Rio Grande do Sul. Sucesso, foco e
muita persistência é o que eu desejo!
Fonte: Diário Gaúcho












