São Francisco tem seu dia celebrado justamente neste sábado, quatro de outubro. São Francisco de Assis foi reconhecido (canonizado) pela Igreja Católica em 16 de julho de 1228, apenas dois anos após sua morte, por meio do Papa Gregório IX. Sua canonização ocorreu em Assis, na Itália. De antemão, exploradores, nobres, guerreiros e mesmo pessoas comuns devotaram ao santo a sua fé.
Fotos: Mariana Borges







Nesse sentido, quando exploradores europeus chegaram a região da Serra da Canastra, no que hoje conhecemos como São Roque de Minas, em quatro de outubro de 1501, e encontraram uma nascente de água, decidiram por batizar, aquele que seria futuramente descoberto como o terceiro maior rio do Brasil, como Rio São Francisco. No caso foram os navegadores Américo Vespúcio e André Gonçalves, os responsáveis pela escolha do nome.
Embora anteriormente, as populações indígenas que ali já viviam, chamassem o rio de “Opará”, que significa rio-mar. Ou seja, os povos que já habitavam a região, conheciam a grandeza do seu curso. Séculos depois outros tipos de exploradores continuam a se maravilhar com a beleza do Rio São Francisco. Atualmente são os turistas, os novos exploradores, que buscam ou por aventura ou por descanso, percorrer a extensão do hoje denominado Parque Nacional da Canastra.
Nesse sentido o Grupo MPA de Comunicação, a convite da SECULT – Secretária Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais, foi conhecer de perto as atrações que envolvem o entorno do “Velho Chico”, e também do Parque. A comunicadora Michele Fernanda, vivenciou de perto alguns dos passeios disponíveis na região, e garante: as paisagens locais podem encantar o visitante que optar pelo destino como férias, ou descanso de final de semana.
Atrações
Atualmente o turista encontra opções voltadas ao ecoturismo como , observação de animais silvestres, como por exemplo o lobo guará, bird watch (dedicado aos apreciadores dos cantos dos pássaros), diferentes níveis de trilhas, cachoeiras diversas, além como por exemplo a Casca D’anta, com mais de 180 metros de altura e sendo a maior queda d água do Rio São Francisco , visita a nascente do Rio São Francisco, trilhas de bicicleta, visita a construções históricas como por exemplo a garagem e curral de pedras, ruínas e mirante da Fazenda Zagaya, visita as fazendas produtoras de queijos artesanais e premiados, entre outras opções.
Turismo de Aventura: boia cross, parapente, balonismo, rapel, bike, boia cross, passeios em veículo 4×4 (com guia credenciado), entre outras opções. Em entrevista, o Guia Fernando Scalon comenta a mudança no perfil do turista que busca pela região, bem como os atrativos da região:






Fotos: Mariana Borges
Guias e Segurança
Para conhecer mais atrações com economia de tempo e segurança no deslocamento, recomendamos buscar por guias que sejam credenciados oficialmente junto ao Parque e junto ao ICMBIO. Com uso de veículos adequados, e amplo conhecimento da região, o turista terá uma experiência mais completa. Em tempo, o acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra se da através de quatro portarias controladas. Sendo que a portaria 1, conta com o centro de visitantes, com auditório, pequena biblioteca, exposição de fotos, rochas e outros materiais. O material fornece boas informações gerais sobre o Parque Nacional da Serra da Canastra e outras unidades de conservação.
Em São Roque de Minas há um centro de atendimento ao turista localizado na Av. Vicente Picardi, 991, Bairro Sá Rosa. Contato [email protected] (37) 98818-3395 e demais postos através do site nascentesecanastra.com.br/cat







Fotos: Michele Fernanda
Como Chegar
Saindo de Divinópolis pela MG 050 sentido Formiga/Pimenta/Piumhi e posteriormente pela MG 341 sentido Campinóplis, com 214 km, média de 3 horas de carro. Neste trecho há praças de pedágio em Formiga e Piumhí. Valores de R$ 8,80 para veículos de passeio (como automóveis, caminhonetes e furgões), desde junho de 2025. O valor para motocicletas é R$ 4,40. Há também outra saída pela 494 até Nova Serrana, após pegar a 262 até Luz e 354 sentido Bambuí.
Rio São Francisco: fonte de vida
Não somente como lar para especies ameaçadas de extinção como por exemplo o pato Mergulhão, o rio apresenta 168 afluentes, e se consolida a cada dia como fonte de desenvolvimento e turismo no coração do Brasil
Considerado um dos mais importantes cursos d’água do país, o Rio São Francisco desempenha papel vital no abastecimento de água das regiões Nordeste e Sudeste, sendo essencial para o desenvolvimento econômico e social, especialmente no semiárido nordestino — onde se destaca como uma das principais fontes de vida em meio à paisagem árida.
Às suas margens, comunidades inteiras encontram sustento e oportunidades. Famílias ribeirinhas e pescadores dependem do rio para sobreviver, enquanto atividades agrícolas e pecuárias se consolidam, impulsionando a economia local. A região também se beneficia da riqueza mineral e da vegetação nativa, que contribuem para o equilíbrio ambiental e a diversidade natural.
De acordo com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), as margens do rio formam um verdadeiro pomar nacional. Frutas como mamão, manga e melancia são cultivadas em larga escala e abastecem tanto o mercado interno quanto o externo, com destaque para os polos agrícolas de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).
Além de sua importância econômica e ambiental, o São Francisco também se consolida como um destino turístico de destaque. Suas paisagens exuberantes, ilhas fluviais e roteiros de ecoturismo encantam visitantes que buscam vivenciar a cultura, a gastronomia e a hospitalidade típicas das comunidades ribeirinhas.
O “Velho Chico”, como é carinhosamente chamado, segue firme como símbolo de resistência e prosperidade — um patrimônio natural que une tradição, sustentabilidade e potencial turístico em uma das regiões mais fascinantes do Brasil.















