Saiba como identificar um Azeite de Oliva falsificado!

Postado em 24/08/2019 12:51

Aliado no combate a doenças cardiovasculares e muito usado para temperar saladas e na preparação de alimentos, o azeite pode causar problemas à saúde, caso seja falsificado.

O verdadeiro azeite vem da azeitona pura a partir da prensagem do fruto maduro da oliveira, que é tratado por processos físicos, como lavagem, moagem, prensa fria e centrifugação.

Segundo Dennis Nakamura, da Relp! Aceleradora de Restaurantes, “o problema é que a diferença não está apenas no sabor, mas principalmente na composição química, que chega a influenciar os benefícios do azeite para nossa saúde”.

Somente neste ano, seis marcas de azeite tiveram suas vendas suspensas no Brasil, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Foi inspecionado que em todos os azeites havia misturas de óleos diversos e até ausência do próprio azeite de oliva. Segundo o órgão, a utilização de qualquer outro produto na composição do azeite é considerada como fraude.

Segundo Dennis, a dica para que as pessoas comprem e consumam um azeite de qualidade é conferir na embalagem se consta a informação de que o produto é virgem ou extravirgem. Outra recomendação é conferir a data da colheita das azeitonas.

No site Universo do azeite Premium é possível ver quais marcas vendem os produtos mais confiáveis, e os respectivos pontos de venda.

 

Vamos falar sobre a falsificação de azeites?

Você sabe por que isso é tão comum?

Infelizmente, o azeite de oliva é um dos produtos mais falsificados do mundo! E isso não ocorre somente aqui no Brasil, como vimos nas semana anteriores uma apreensão que ocorreu no estado de São Paulo (leia a reportagem: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/12/policia-descobre-fabrica-clandestina-de-azeite-na-zona-leste-de-sp.ghtml). Isso é um problema mundial.

Segundo relatos, as falsificações iniciaram há muitos anos pelas máfias italianas. Em agosto de 1991, um cargueiro turco levou 22 toneladas de óleo de amêndoas do porto de Ordu, na Turquia, à região da Puglia, no sul da Itália. Os documentos oficiais diziam que o navio trazia o mais puro azeite de oliva grego. Possivelmente com a ajuda de oficiais, o óleo de amêndoas passou pela alfândega e foi entregue à refinaria de Riolio, um produtor de azeite italiano. Misturado ao produto legítimo, foi vendido para o comércio local como azeite de oliva da mais nobre categoria: extravirgem (Fonte: https://veja.abril.com.br/ciencia/nem-tao-virgem-assim/).

O livro do americano Tom Mueller “Extravirgindade” (Disponível neste link: https://www.emporiodoazeite.com.br/produto/livro-extravirgindade-79435), publicado em dezembro de 2011, fala exatamente sobre isso. A jornada que leva o azeite de oliva às mesas de todo o mundo está tomada pela fraude e pela adulteração, infelizmente. O jornalista também revela como o mercado internacional de azeite pode ser tão lucrativo quanto o de drogas – só que com bem menos riscos.

A falsificação geralmente acontece quando alguém mistura diferentes óleos (tanto o refinado quanto o azeite de oliva) para aumentar a quantidade em litros, e, então, poder vendê-lo como se fosse azeite extra virgem, que é um produto mais caro. 

Aqui no Brasil essa fraude ocorre principalmente pela falta de um painel de análise sensorial do produto (aonde é realizada a prova do mesmo). O painel, que na Europa é integrado por especialistas, consegue detectar as falsificações.

O rótulo do azeite falsificado que é vendido nos mercados pode ser bonito, atraente, conter todas as informações necessárias, inclusive uma acidez baixa (já falamos sobre isso no artigo: https://www.emporiodoazeite.com.br/blog/Saiba-por-que-você-NÃO-DEVE-escolher-o-Azeite-de-Oliva-apenas-pela-sua-ACIDEZmas isso não basta para saber se o azeite é verdadeiro ou não.

E então, como o consumidor pode saber se o produto que está comprando é falsificado ou não?
Para o consumidor infelizmente existe apenas uma forma: PROVANDO.

O consumidor deve realizar dois tipos de teste: Sentir o aroma do produto e, logo depois, prová-lo.

TESTE DE AROMA:

  1. Coloque pelo menos 15ml de azeite em um recipiente de vidro, que seja fácil de aproximar o nariz (em casa é bom de fazer com um copo raso de vidro);
  2. Aqueça levemente o recipiente com as mãos, logo, aproxime o recipiente do nariz e sinta o aroma do produto.
O QUE VOCÊ DEVE SENTIR: Assim como nos vinhos, os azeites são reconhecidos pelos seus aromas.
 O azeite de oliva extra virgem genuíno é produzido a partir de azeitonas frescas, portanto deve ter aroma de frutas frescas (verdes ou maduras), ervas recém cortadas e flores do campo.
 

TESTE DE SABOR:

  1. Coloque os 15ml do azeite na boca e espalhe bem com a língua;
  2. Puxe o ar pela boca para então engolir, podendo assim sentir o retrogosto do azeite.
O QUE VOCÊ DEVE SENTIR: Existem 3 principais características dos azeites extra virgem: Sabor Frutado, Amargo e Picante. Por ele ser um produto fresco, essas características devem sempre ficar em evidência. Busque reconhecer os sabores e associá-los às referências indicadas no quadro abaixo.
 

É possível também identificar a adulteração do produto através de exames de laboratório, porém isso é bastante custoso.

O consumidor deve ter a consciência de que, quando falamos em azeites de oliva, ele é o principal agente atuante contra a falsificação. No momento em que o consumidor conseguir reconhecer a diferença entre um azeite genuíno de um falso, será possível denunciar os problemas e escolher melhor o produto.

Preze sempre por marcas conhecidas, que estão há bastante tempo no mercado. Também tente comprar o produto em casas especializadas.

Veja também
Comentários *Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem. comentarios
WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com