A Justiça de Minas Gerais determinou a prisão preventiva de Rodrigo Luiz dos Santos, de 59 anos, investigado por matar um cachorro a tiros em Pará de Minas (relembre o caso). A decisão atende à denúncia do Ministério Público de Minas Gerais.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que há indícios suficientes de autoria e da ocorrência do crime, o que permite a abertura da ação penal. Ele também considerou necessária a prisão preventiva devido à gravidade dos fatos.
Segundo a decisão, manter o suspeito em liberdade pode representar risco à ordem pública. O juiz também destacou o contexto do crime, incluindo a possível embriaguez do investigado no momento dos disparos e o material apreendido com ele.
Entre os itens recolhidos estão armas, além de munições, carregadores e equipamentos de mira, o que, de acordo com o magistrado, indica maior periculosidade.
Com isso, foi expedido mandado de prisão preventiva. O suspeito deverá ser localizado e encaminhado ao sistema prisional. Após a detenção, a Justiça deve ser comunicada em até 24 horas para avaliar a manutenção da medida e realizar a audiência de custódia.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 21 de março, na garagem de uma casa na região central de Pará de Minas. Logo após os disparos, Rodrigo foi preso em flagrante e levado para a Penitenciária Pio Canedo.
Ele, no entanto, foi solto após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 20 mil e cumprimento de medidas cautelares, como a entrega das armas e a proibição de deixar a cidade.
A soltura gerou repercussão e levou a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais de Pará de Minas, a pedir a prisão preventiva, alegando que o homem poderia representar risco à sociedade.















