O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou a soltura do vereador de Araújos, Lucas Coelho (PSD), acusado de matar o ex-companheiro Jhonathan Silva Simões, em Formiga. O crime aconteceu no dia 29 de maio e o parlamentar estava no sistema prisional desde o dia 5 de junho após se entregar à polícia.
A informação foi divulgada primeiramente pelo portal Últimas Notícias e confirmada pelo Portal MPA.
De acordo com a 2ª Câmara Criminal do TJMG, não há elementos suficientes que demonstrem que o suspeito cause perigo à sociedade. O habeas corpus converte a prisão preventiva em medidas cautelares como proibição de contato com testemunhas e recolhimento noturno em casa e aos fins de semana.
A Justiça também pode conceder tornozeleira eletrônica a Lucas, caso a comarca tenha o equipamento disponível.
Relembre crime cometido por vereador em Araújos
O crime ocorreu quando Jhonathan chegava em casa. Lucas teria alugado um veículo em Bom Despacho e se deslocado até Formiga, onde efetuou vários disparos contra a vítima, que morreu ainda no local. Jhonathan foi velado e sepultado no dia 30 de maio.
O relacionamento entre o vereador e a vítima durou cerca de um ano. Lucas teria assassinado o ex-companheiro por não aceitar o fim do relacionamento. “Foi bárbaro e covarde, a família está desesperada e o homem segue solto. Ele não pode ficar impune“, disse uma familiar.
Em fevereiro deste ano, a vítima registrou um boletim de ocorrência relatando violência, danos ao carro e ameaças, inclusive uma frase dita pelo ex: “Vou derramar seu sangue, você vai sofrer o luto em Formiga”.
O delegado responsável pelo caso, Ricardo Augusto de Bessas, informou que a relação ficou ainda mais tensa após a vítima descobrir que havia contraído HIV. Segundo ele, o suspeito, que é soropositivo, não havia revelado essa condição no início do relacionamento.
Lucas foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, com o agravante de impossibilidade de defesa da vítima.
Parlamentar pode ser cassado
Em relação ao mandato, o vereador segue suspenso e sem receber salários desde a sua prisão. A Câmara de Araújos abriu um processo de cassação no começo de julho em decorrência do crime e dos desdobramentos das investigações.
A comissão processante, composta por três parlamentares, terá 90 dias para concluir o relatório para que a decisão vá ao plenário. Lucas pode ser cassado pela maioria simples de votos, que são cinco de nove totais.













