Uma
empresa indiana de tecnologia, Verve
Logic, vai dar folga para seus funcionários
nesta sexta (3/09) por causa da estreia de cinco episódios da série
espanhola “La Casa de Papel”. Exagero? Não para eles, que
instituíram o dia de hoje como o “Netflix and chill holiday”
– Netflix e folga relaxante, em tradução livre.
“Tomamos essa iniciativa não
apenas para salvar um ataque aos nossos e-mails, mas porque sabemos
que às vezes, momentos de relaxamento são as melhores doses de
energia para o trabalho”, declarou o presidente da empresa, com
sede no Rajastão. A notícia foi divulgada via redes sociais
da Netflix India, o que só ressalta a popularidade da
série.
O lançamento de hoje é só
o começo do fim, já que em 3 de dezembro vão estrear os cinco
últimos episódios da produção iniciada em 2017. A
temporada anterior terminou (claro!) em um momento de tensão. Já
faz mais de 100 horas que o roubo no Banco da Espanha começou. O
grupo de assaltantes conseguiu resgatar Lisboa (Itziar Ituño), mas
o clima é de muita expectativa.
O Professor (Álvaro Morte) foi
capturado pela inspetora Sierra (Najwa Nimri) e, pela primeira vez
na vida, ele não tem um plano de fuga. Além de não contar com a voz
da liderança do grupo, os criminosos vão precisar enfrentar um novo
e perigoso inimigo: o Exército espanhol.
Cansado de parecer um tolo, o
coronel Tamayo (Fernando Cayo) convocou os soldados para acabar de
vez com esse assalto. Ou seja, o que começou como um roubo poderá
se transformar em uma guerra.
Ao longo das cinco temporadas,
mais de 600 macacões vermelhos foram usados. “Nós estamos sempre em
busca de algo único. É preciso, de alguma maneira, ter um
diferencial, uma identidade e DNA próprios”, diz Álex Pina,
criador de “La Casa de Papel”.
A série conta com outros números
que chamam a atenção. Foram utilizadas nas filmagens das cinco
temporadas mais de 300 locações em sete países (Espanha, Tailândia,
Dinamarca, Panamá, Portugal, Itália e Reino Unido); seis mil barras
de ouro cenográficas foram produzidas e 1 milhão de notas de 50
euros, também cenográficas, foram impressas para serem atiradas nas
ruas de Madri.
Não houve economia bélica também.
Em 41 episódios, o tesouro foi disputado com o uso de 275 armas
diferentes, somadas às 150 munições de guerra que Gandía (José
Manuel Poga) mantém em seu arsenal privado dentro do Banco da
Espanha.












