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Coordenadora da UPA chama a polícia por causa de vereador em Divinópolis

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Vereador constatou que a UPA estava lotada, mas os médicos estavam atendendo

Vereador constatou que a UPA Divinópolis estava lotada, e nega ter causado tumulto

Ontem, terça-feira (21), a Polícia Militar foi acionada para comparecer à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Divinópolis, a chamado da coordenação de enfermagem da unidade, e segundo o boletim de ocorrência, após o vereador Hilton de Aguiar, ter adentrado em vários consultórios médicos e na sala de urgência/emergência. O parlamentar negou ter causado tumulto ou invadido a unidade.

O vereador afirmou ter chegado à unidade por volta das 19h e que o motivo da ida dele seria o grande número de pessoas no local, algumas esperando atendimento desde as nove da manhã. Ele bateu na porta dos consultórios para verificar se os médicos estavam atendendo e procurou a coordenação de enfermagem em busca de explicações. O vereador negou ter causado tumulto ou invadido a unidade.

De acordo com o boletim de Ocorrência, que o Sistema MPA teve acesso, Rafael Otaviano Ribeiro da Silva, diretor de regulação e saúde, também esteve presente e teria convidado o vereador para entrar e verificar qualquer tipo de problema. “Quando entrei com ele, tive o zelo e cautela em primeiramente procurar a coordenação de enfermagem e pedir ela para mostrar se a escala estava completa e se todos os médicos da escala estavam em atendimento, assim foi feito. Quando cheguei para resolver o problema, me parece que ele já havia entrado lá sem autorização e os funcionários da IBRAPP já tinham chamado a polícia”, afirmou.

A UPA Divinópolis é gerida pelo Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP), nossa reportagem tentou contato com a empresa e aguardamos um posicionamento. A coordenadora de enfermagem do plantão explicou aos policiais que não é permitido o acesso do público à parte interna da unidade, e por isso acionou a PM para registrar uma ocorrência.

Um dos médicos plantonistas relatou à polícia que estava realizando uma consulta quando o vereador entrou sem qualquer aviso ou autorização. Outra enfermeira presenciou o vereador entrando na sala de urgência/emergência sem autorização ou aviso prévio.

É importante destacar que a entrada em unidades de saúde por pessoas não autorizadas pode prejudicar o atendimento médico e colocar em risco a vida de pacientes que necessitam de cuidados imediatos. A PM registrou a ocorrência e encaminhará para serem tomadas as medidas cabíveis.