Pular para o conteúdo

Renúncia de Falcão fortalece plano de chapa com Cleitinho ao governo

Image

A renúncia do prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, aos cargos no Executivo municipal e na presidência da Associação Mineira de Municípios, marca um dos movimentos mais estratégicos recentes da política mineira e reforça o reposicionamento do Republicanos para as eleições de 2026.

O anúncio, feito nesta quinta-feira (2), ocorre em meio a uma articulação que envolve diretamente o senador Cleitinho Azevedo, principal nome da sigla no estado. Falcão, recém-filiado ao partido, passa a atuar integralmente na construção de uma candidatura majoritária, sendo cotado como vice em uma eventual chapa encabeçada por Cleitinho ao Governo de Minas.

Nos bastidores, o movimento é interpretado como decisivo para consolidar uma “chapa pura” do Republicanos, estratégia que busca fortalecer a identidade partidária e ampliar a competitividade eleitoral. Caso Cleitinho opte por não disputar o Executivo estadual, o nome de Falcão surge como alternativa viável para liderar a corrida ao Palácio Tiradentes, com possibilidade de diálogo com outras legendas, como o MDB.

Em nota, Falcão adotou um tom de despedida e projeção política: “Deixo esses cargos com o sentimento de gratidão e dever cumprido. Agora, é o momento de ampliar essa missão e seguir contribuindo com Minas Gerais”.

Com a saída, a presidência da AMM passa ao prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes, que assume com discurso de continuidade. A entidade representa os 853 municípios mineiros e exerce papel estratégico no diálogo institucional e na articulação de políticas públicas regionais.

Enquanto o Republicanos reorganiza seu tabuleiro, o governo estadual também registra mudanças relevantes. O então secretário de Governo, Marcelo Aro, deixou o cargo dentro do prazo de desincompatibilização eleitoral para disputar uma vaga no Senado. Sua saída ocorre em meio a tensões com o governador Mateus Simões, especialmente após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD.

A possível composição entre Viana e Aro na mesma chapa governista evidencia uma disputa interna por espaço político, o que pode impactar alianças com outras forças, como o PL, que também tem nomes colocados na corrida ao Senado, incluindo Domingos Sávio.

Diante desse cenário, Minas Gerais caminha para uma eleição altamente fragmentada e competitiva, com rearranjos que podem redefinir forças tradicionais e abrir espaço para novas lideranças. Como se repete no meio político, o cenário permanece dinâmico — e sujeito a mudanças rápidas.