A situação da Casa de Apoio Irmã Scheilla tem gerado polêmica em Divinópolis após divergências entre o vereador Matheus Dias e representantes da entidade sobre a existência de uma diretoria regularizada.
O parlamentar afirma que a instituição não possui diretoria ativa formalmente registrada, o que inviabiliza o envio de recursos públicos, como emendas impositivas. Segundo ele, ainda em 2025 tentou destinar verbas à entidade, mas foi informado de que a documentação não estava regular.
De acordo com Matheus Dias, houve até a sugestão de que os recursos fossem encaminhados a outra instituição para posterior repasse à Casa de Apoio, alternativa recusada por ele. “Queria mandar diretamente para o projeto, mas sem a documentação regular não é possível”, explicou.
Em nova apuração, foi constatado que, apesar de haver pessoas atuando na gestão, a ata da diretoria atual não foi registrada em cartório. O último registro oficial encontrado refere-se ao período de 2022 a 2024, o que impede a entidade de aparecer nos sistemas formais e, consequentemente, de firmar parcerias e receber recursos públicos.
Por outro lado, José Marcelo Davi sustenta que existe uma diretoria em atuação, ainda que o processo de regularização não esteja concluído.
Após reforçar sua posição, o vereador fez um alerta sobre a necessidade de regularização documental por parte de entidades que dependem de recursos públicos. Ele destacou que a ausência de registros pode comprometer o funcionamento institucional.
Apesar das críticas, Matheus Dias reconheceu a relevância social do projeto e afirmou estar disposto a ajudar diretamente na condução da entidade. Segundo ele, caso não haja uma diretoria formalmente constituída, há a possibilidade de assumir a organização junto à comunidade e instituições religiosas. “É um projeto muito importante, e se não tiver ninguém para assumir, nós assumimos e tomamos conta”, declarou.














