
A
investigação foi aberta a pedido do procurador-geral da República,
Augusto Aras, após a publicação de matérias na imprensa sobre
suposto favorecimento na liberação de recursos do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da
Educação.
Na
segunda-feira (21), uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo
divulgou um áudio em que o ministro da Educação, Milton Ribeiro,
diz favorecer, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, prefeituras
de municípios ligados a dois pastores.
Em outro inquérito, a
PF também investiga as supostas irregularidades. A polícia recebeu
ontem (24) um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo o órgão, os fatos são investigados desde o ano passado,
antes da divulgação da gravação.
As
denúncias foram recebidas pela CGU no dia 27 de agosto de 2021 e
tratam de possíveis irregularidades que estariam ocorrendo em
eventos realizados pelo MEC e sobre o oferecimento de vantagem
indevida, por parte de terceiros, para a liberação de verbas do
fundo. A apuração ocorreu entre os dias 29 de setembro de 2021 e 3
de março de 2022.
O órgão concluiu que agentes públicos não estavam envolvidos nas supostas irregularidades e enviou o caso ontem para a PF, que abriu um inquérito criminal.
O caso também é investigado na esfera cível pela Procuradoria da República no Distrito Federal. O Tribunal de Contas de União (TCU) também vai realizar uma fiscalização extraordinária no Ministério da Educação.

















