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Jeffrey Chiquini diz que atos de 8 de janeiro não foram “armados”

Foto de Chiquini em seu escritório.
Advogado Jeffrey Chiquini | Foto: Reprodução.

Em corte do podcast Pauta Quente, advogado afirma que autoridades “permitiram” a depredação, além disso, investigações oficiais apontam falhas de segurança e responsabilizações.

  • STF processa réus e divulgou balanços das ações penais sobre 8/1.
  • Na avaliação do advogado, autoridades “permitiram” a depredação.
  • Investigações apontaram falhas e pediram indiciamentos relacionados aos atos.
  • Ex-titular da Segurança do DF reconheceu “falha grave” no planejamento.

Em participação no podcast Pauta Quente, o advogado Jeffrey Chiquini declarou que os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, “não foram armados”. Segundo ele, houve presença de “vândalos” entre manifestantes e a segurança pública teria “permitido” a depredação dos prédios dos Três Poderes.

Essas declarações reabrem o debate público sobre a natureza dos eventos de 8/1 e a atuação das forças de segurança. Além disso, relatórios oficiais e decisões judiciais já registraram falhas no aparato de segurança e avançaram em responsabilizações criminais de diversos envolvidos.

O que foi dito no Pauta Quente

  • “O 8 de janeiro não foi armado. (…) Dentre os patriotas, haviam vândalos. A questão é que a segurança pública permitiu que vândalos depredassem o prédio.”
  • “Era estratégia que isso ocorresse para posteriores processos e perseguições e uma forma de frear as manifestações.”
  • “Em um domingo, período de férias e recesso, tentativa de golpe, impossível.”

As declarações foram atribuídas a Jeffrey Chiquini, durante diálogo com o apresentador Flaviano Cunha.

O que dizem investigações e decisões

A CPMI do 8 de Janeiro, no Congresso, aprovou em 18 de outubro de 2023 relatório que pediu o indiciamento de 61 pessoas por crimes como associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe, entre outros. O texto reconhece falhas do aparato de segurança e aponta responsabilidades.

No STF, o tribunal mantém ações penais em curso e divulga balanços oficiais sobre prisões e julgamentos relacionados aos atos. Em 13 de setembro de 2023, o relator apresentou dados de presos em flagrante e o andamento processual.

Já o então secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, admitiu “falha grave” no plano de segurança, em depoimento de fevereiro de 2023, enquanto autoridades locais sofreram medidas judiciais logo após os fatos.

Posições divergentes

Por outro lado, parlamentares de oposição apresentaram votos em separado na CPMI, com leituras distintas sobre omissão e responsabilidades, o que registra a existência de visões políticas conflitantes sobre o 8/1.

As afirmações sobre “estratégia” para permitir depredação refletem a opinião do entrevistado e não contam com comprovação conclusiva nos relatórios oficiais citados. Este texto se baseia em documentos públicos e comunicados institucionais.

Quem é Jeffrey Chiquini

Foto de Chiquini em seu escritório.
Advogado Jeffrey Chiquini | Foto: Reprodução.

Advogado criminalista, mestre em Direito, professor e fundador do escritório Chiquini Advogados (Curitiba/PR). Em 2025, ele passou a integrar a defesa de Filipe Martins em ação penal no STF, segundo a imprensa. Além disso, mantém presença pública em redes sociais e canal próprio.

Linha do tempo (síntese)

  • 8.jan.2023 — Invasões e depredação nas sedes dos Três Poderes em Brasília; prisões em flagrante e medidas emergenciais.
  • 3.fev.2023 — Ex-secretário Anderson Torres reconhece “falha grave” no plano de segurança.
  • 18.out.2023 — CPMI aprova relatório final com pedidos de indiciamento.
  • 8.jan.2024 — Um ano depois, balanços mostram afastamentos, prisões e processos em curso no DF.