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Gleidson x Lohanna: deputada apresenta ofício em que a Prefeitura afirma que consórcio cumpre 99% dos horários

Prefeitura de Divinópolis libera subsídio de R$ 8 milhões ao Consórcio Transoeste
Foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação

Divinópolis vive, nos últimos dias, um intenso debate político em torno do subsídio concedido pela Prefeitura ao transporte público coletivo. O tema ganhou repercussão após a troca de críticas entre o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) e a deputada estadual Lohanna França (PV), principalmente por meio de postagens nas redes sociais.

O ponto central da discussão é o novo subsídio de aproximadamente R$ 8 milhões destinado ao consórcio Transoeste, responsável pelo transporte coletivo urbano. A deputada Lohanna França criticou a concessão do recurso, afirmando que o repasse foi feito sem contrapartidas claras e sem melhorias efetivas no serviço oferecido à população. Segundo ela, usuários continuam enfrentando problemas recorrentes, como atrasos, superlotação e falta de qualidade nos ônibus.

Em resposta, o prefeito Gleidson Azevedo publicou um vídeo nas redes sociais em tom irônico, usando um chapéu de bruxa, no qual afirmou que, sem o subsídio municipal, o valor da passagem poderia chegar a R$ 7. Para o chefe do Executivo, o repasse é necessário para evitar o aumento da tarifa e manter o preço do vale-transporte acessível à população.

A deputada reagiu à postagem do prefeito também pelas redes sociais, ironizando o conteúdo e retomando críticas anteriores sobre a relação entre a Prefeitura e a concessionária. Lohanna citou relatórios e documentos que, segundo ela, demonstrariam que o município já havia defendido a empresa em outros momentos. A parlamentar reforçou que o debate vai além de divergências ideológicas e envolve responsabilidade com o uso do dinheiro público.

“A discussão não é se o cidadão paga na roleta ou se a Prefeitura paga com recursos públicos. De qualquer forma, o dinheiro é do povo”, argumenta a deputada, ao questionar a lógica do subsídio sem exigências claras de melhoria no serviço prestado.

A assessoria de Lohanna França encaminhou diversos materiais para embasar as críticas, entre eles um ofício da Secretaria Municipal de Trânsito, datado de 29 de dezembro de 2021. O documento responde a um requerimento apresentado pela então vereadora Lohanna França e faz referência ao contexto da pandemia da Covid-19, período em que o transporte público enfrentava queda no número de passageiros e dificuldades operacionais.

De um lado, a Prefeitura sustenta que o subsídio é fundamental para evitar reajustes na tarifa e garantir a continuidade do serviço. De outro, a deputada questiona a falta de transparência e de resultados práticos para os usuários, defendendo que qualquer repasse de recursos públicos deve estar condicionado a melhorias concretas.