O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta direcionada ao público evangélico na qual afirma que os governos da legenda sempre mantiveram uma relação de respeito e reconhecimento às igrejas. O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT e publicado na noite de segunda-feira (8).
Contexto da divulgação
A publicação ocorreu poucos dias após a realização da Marcha para Jesus, evento que reuniu lideranças religiosas e autoridades políticas na última quinta-feira (4), em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do encontro, mas foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
Em conversa com organizadores, Lula justificou a ausência afirmando que evita participar de eventos desse tipo em anos eleitorais para não transmitir a impressão de que estaria utilizando a fé para obter vantagens políticas.
Aproximação com o eleitorado evangélico
A iniciativa acontece em um momento em que o governo federal e o PT buscam ampliar o diálogo com os evangélicos, grupo que tem ganhado cada vez mais relevância no cenário político brasileiro e onde os índices de aprovação do presidente costumam ser menores do que em outros segmentos religiosos.
Ao longo da carta, o partido evita abordar temas ligados à pauta de costumes e procura destacar pontos de convergência entre as igrejas evangélicas e os governos petistas.
Ações citadas pelo partido
O documento menciona medidas adotadas durante os governos Lula relacionadas à liberdade religiosa. Entre elas estão leis voltadas à garantia do livre exercício dos cultos, ações para facilitar a criação de igrejas, o reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e a criação de datas nacionais ligadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.
Em um dos trechos, o PT afirma que seus governos nunca se colocaram contra as igrejas evangélicas.
Segundo a carta, os governos petistas sempre tiveram uma postura de respeito e reconhecimento da importância exercida pelas igrejas na sociedade brasileira.
Apoio à continuidade do governo
Os signatários também manifestam apoio à continuidade do atual governo federal. No texto, o grupo declara apoio ao projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao mesmo tempo, a carta procura afastar a ideia de que a iniciativa tenha caráter eleitoral. Os autores citam uma declaração recente do presidente sobre a necessidade de não utilizar a religião para obter ganhos políticos.
O documento é encerrado com uma mensagem de bênção ao país e referências à democracia, à soberania nacional e aos valores cristãos.













