Decreto do governador Zema reduziu a verba de custeio da Rádio Inconfidência em BH  de R$ 1.212.681,00 para R$ 70 mil. Por ano

Postado em 15/03/2019 16:26

Rádio Inconfidência em BH

Decreto do governador Zema reduziu a verba de custeio da Rádio Inconfidência em BH  de R$ 1.212.681,00 para R$ 70 mil. Por ano

O vale alimentação dos trabalhadores da Inconfidência não foi pago este mês.  O benefício é importante, afinal representa cerca de metade do salário dos técnicos e um terço do salário dos jornalistas. Quando foram pedir esclarecimentos ao diretor financeiro da emissora –  que responde também pela presidência, pois este cargo continua vago no atual governo – descobriram que o buraco é muito mais embaixo. 

Um decreto do governador Zema reduziu a verba de custeio da emissora de R$ 1.212.681,00 para R$ 70 mil, valores anuais. Ou seja, menos de 6% do valor original. A rádio terá míseros R$ 5.833 por mês para pagar todas as suas despesas de custeio. Com mais de 80 anos, o tradicional Gigante do Ar parece que está com os dias contados. 

Abaixo a integra da materia do sindicato dos jornalistas 

Sem vale alimentação, trabalhadores da Rádio Inconfidência querem esclarecimento do governo

Os trabalhadores da Rádio Inconfidência estão revoltados com o não pagamento do vale alimentação e preocupados com o futuro da emissora, que sofreu corte drástico na sua verba de custeio, pelo novo governo estadual. Eles vão pedir a interferência da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e querem uma audiência com o chefe de gabinete Felipe Amado e com o secretário de Cultura, para obter esclarecimentos.

O vale alimentação está previsto em Acordo Coletivo de Trabalho assinado em 2018, com validade até 2020, mas não está sendo pago pelo governo Zema. Seu corte atinge diretamente a alimentação dos trabalhadores. O benefício é muito importante, pois representa cerca de metade do salário dos técnicos e um terço do salário dos jornalistas.

Situação caótica

O vale alimentação dos trabalhadores da Inconfidência não foi pago este mês. Diante disso, eles se mobilizaram, realizaram uma assembleia na tarde de ontem (12/3) e pediram esclarecimentos do diretor financeiro da emissora, que responde também pela presidência, pois este cargo continua vago no atual governo.

Souberam então que a situação da Inconfidência é caótica e que o problema vai muito além do não pagamento da vale alimentação. Um decreto do governador Zema, de 7 de fevereiro passado, reduziu a verba de custeio da emissora de R$ 1 milhão 212 mil 681 para R$ 70 mil, valores anuais. Ou seja, menos de 6% do valor original. A rádio terá míseros R$ 5.833 por mês para pagar todas as suas despesas de custeio.

Também as verbas de custeio da Rede Minas foram contingenciadas.

Os trabalhadores querem saber qual é o objetivo do governo ao cortar drasticamente os recursos da Inconfidência. Matar a emissora à míngua? Como a Inconfidência – rádio pública de fundamental importância para o estado e patrimônio dos mineiros – vai funcionar sem recursos?

A empresa que fornece o vale alimentação cortou o benefício por falta de pagamento. Também sem pagamento, o provedor de internet já está cortando o serviço de correio eletrônico. O que virá em seguida? Corte de fornecimento de energia elétrica? Corte de água? Corte de carros de reportagem?

Pela preservação da Rádio Inconfidência e da comunicação pública em Minas Gerais!

Luta, Jornalista!

Sindicaliza, Jornalista!

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

 

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais

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