O médico psiquiatra José Lúcio de Abreu Faria Júnior, de 44 anos, preso após agredir a esposa no apartamento do casal, no Centro de Divinópolis, foi colocado em liberdade no último sábado (28). A soltura ocorreu mediante alvará judicial, com o uso de tornozeleira eletrônica enquanto responde ao processo.
O caso, registrado como lesão corporal, aconteceu entre os dias 14 e 15 de março. De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões começaram após uma discussão envolvendo a locação de um imóvel. A vítima, de 43 anos, relatou que foi enforcada, agredida com socos no rosto e impedida de pedir ajuda, já que o telefone teria sido bloqueado pelo marido.
Ainda segundo o relato, ao tentar sair do apartamento com a filha de dois anos, a mulher foi impedida. Em um dos momentos, o médico teria tomado a criança à força de seus braços e deixado o local, retornando posteriormente. A vítima afirmou também que já havia sofrido agressões anteriores e que, durante o episódio, utilizou um canivete para se defender, causando um corte no braço do agressor.
As agressões teriam continuado no dia seguinte, com novos episódios de violência física. Em uma tentativa de proteção, a mulher se trancou no banheiro com a filha e conseguiu pedir socorro a uma amiga pelas redes sociais. A Polícia Militar foi acionada e precisou arrombar a porta do imóvel após o suspeito se recusar a abrir.
À polícia, José Lúcio alegou que apenas reagiu após ser agredido pela esposa. Ambos foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, o médico foi preso e levado à delegacia.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele havia sido admitido no presídio Floramar no dia 16 de março. Com a decisão judicial que concedeu no entanto, a liberdade, o médico permanece sob monitoramento eletrônico enquanto o caso segue em investigação pela Polícia Civil.
O portal MPA entrou em contato com o advogado de defesa do José Lúcio e até o momento não obteve posicionamento da defesa. Mas, o espaço está aberto caso, o advogado queira se pronunciar.














