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Polícia Civil diz que interno do centro socioeducativo em Divinópolis foi assassinado

Postado em 09/04/2021 20:54

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa quinta-feira (8/4), o procedimento investigativo acerca da morte de um adolescente, de 16 anos, no interior de um centro socioeducativo em Divinópolis, região Centro-Oeste do estado. A vítima foi morta por enforcamento, dentro de um alojamento. Os suspeitos, também internos, responderão por ato infracional análogo ao crime de homicídio.

Os fatos ocorreram em 4 de março deste ano e as apurações começaram imediatamente, quando a PCMG em Divinópolis foi acionada pela unidade. Segundo os relatos, durante a madrugada, os agentes socioeducativos receberam a informação de um dos internos de que a vítima havia praticado suicídio no interior de uma das repartições. A equipe se direcionou até o local e avistaram o adolescente enforcado por um lençol, estando amarrado em uma grade.

De acordo com o delegado responsável pelo procedimento, Marcelo Nunes Júnior, no decorrer dos levantamentos apurou-se que, na verdade, a vítima não havia cometido autoextermínio, mas sim teria sido morta, com requintes de crueldade, por três dos cinco internos companheiros de alojamento. “As investigações apontaram que os adolescentes forçaram a vítima a colocar um lençol em volta do pescoço, e, enquanto um segurava as mãos dela para não reagir, os outros dois a puxavam até ocorrer o óbito”, conta.

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Ainda segundo o delegado, chamam a atenção os motivos e a forma de execução do ato infracional. “Segundo apuração, que acabou culminando com a confissão dos adolescentes executores, eles tiraram a vida da vítima simplesmente por ela afirmar pertencer a uma facção criminosa rival à qual os suspeitos pertenciam. Além disso, eles ainda ameaçaram de morte os outros dois integrantes do alojamento para não relatarem a verdade”, revela Nunes.

Os três adolescentes, todos de 17 anos, responderão pelos atos praticados, conforme medidas estabelecidas no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), com punição prevista de até três anos de acautelamento.

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