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Divinópolis: Pastor é condenado a 33 anos por estelionato e lavagem de dinheiro

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O pastor Jesiel Júnior Costa Oliveira, de Divinópolis–MG, foi condenado a 33 anos de prisão pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. A confirmação foi divulgada pelo Jornal Agora. Além da pena, ele também deverá pagar indenização às vítimas. A sentença foi proferida na segunda-feira (13) pela juíza Marcilene da Conceição Miranda, da 3ª Vara Criminal de Divinópolis.

Relembre o caso

Jesiel Júnior fazia parte da Igreja Batista Filadélfia e estava sendo acusado de aplicar golpes em fiéis. As investigações tiveram início em abril de 2019, e no dia 8 de outubro do mesmo ano, ele foi preso por suspeita de vender uma falsa franquia empresarial, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 300 mil. Na ocasião, ele foi indiciado por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A delegada Adriene Lopes, responsável pelo inquérito, afirmou na época ao Portal MPA, que ao menos seis vítimas procuraram a delegacia para registrar a denúncia. Mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos na residência do pastor, na igreja e na empresa ligada a ele.

À época, Jesiel negou as acusações e alegou que os valores recebidos foram obtidos por meio de doações voluntárias dos fiéis.

Audiência na 3ª Vara Criminal

No dia 7 de outubro de 2023, durante audiência na 3ª Vara Criminal de Divinópolis, o pastor compareceu, mas permaneceu em silêncio. Ele havia sido preso preventivamente em 8 de outubro de 2019 e ficou detido até 24 de novembro do mesmo ano, quando foi liberado do presídio Floramar.

Decisão da Justiça

A Justiça decidiu recente que o pastor Jesiel, será condenado a 33 anos de prisão. Conforme o Jornal Agora, apesar da condenação, ele continuará respondendo ao processo em liberdade. A Justiça determinou que ele não poderá deixar o país, exceto se pagar uma fiança de R$ 225 mil — valor equivalente ao prejuízo causado às vítimas. Caso o depósito seja efetuado, ele poderá reaver o passaporte e viajar ao exterior, desde que comunique previamente ao Juízo.

Essa medida foi determinada após a tentativa do pastor de renovar seu passaporte na Polícia Federal durante o andamento do processo.

Direito de resposta

O Portal MPA ainda não conseguiu o contato com a defesa do pastor Jeisiel. Mas, o espaço está aberto, caso a defesa queira se posicionar sobre a decisão. O espaço também está aberto aos advogados das vítimas.