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Acusados de matar e enterrar jovem no Copacabana são condenados a 14 e 15 anos de prisão

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Foto: Google Street View/Reprodução

Na quarta-feira (24), foi realizada no Fórum de Divinópolis–MG, a audiência relacionada ao assassinato de Paulo Victor Pereira da Silva Viriato, de 25 anos, ocorrido em março de 2024, no bairro Copacabana, em Divinópolis–MG,

A audiência iniciou por volta de 9h e terminou por volta de 23h, com a condenação dos dois acusados pelo crime. Segundo a sentença, o rapaz apontado como o autor principal do homicídio, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. O segundo réu, também envolvido no crime, foi condenado a 14 anos de reclusão, também em regime fechado.

Durante o julgamento, familiares e amigos de Paulo Victor realizaram um círculo de oração em frente ao Fórum, no bairro Liberdade, pedindo por justiça. As manifestações foram carregadas de emoção e pedidos por paz.

Relembre o caso:

Paulo Victor desapareceu no dia 4 de março de 2024, após sair da casa do irmão com destino à sua residência, no bairro Copacabana. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado pela Polícia Militar em um lote vago no mesmo bairro. Um mês depois, um suspeito de 30 anos foi preso no Jardim Copacabana. Com passagens por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e receptação, ele permaneceu preso à disposição da Justiça desde então.

Após a audiência:

Ao fim da audiência, os familiares de Paulo, entraram em contato com o Portal MPA, e falaram sobre o resultado. Segundo a família, o principal suspeito confessou o crime, confirmando as investigações conduzidas pela polícia. Para a família, a condenação representa o alívio de ver a justiça sendo feita: “A justiça nunca falha”, disse o irmão de Paulo.

Advogado de defesa:

Em contato com o advogado de defesa do Felipe, ele confirmou que o acusado Marcelo, o qual confessou o crime, foi condenado pelo homicídio com duas qualificadoras. A pena para ele, foi de 15 anos, em regime fechado.

Já em relação o Felipe, ele foi condenado por homicídio com uma qualificadora. “Apesar dele não ter sido o atirador, o entendimento dos jurados é que ele tinha, de alguma forma participado, em ter dado carona para o Marcelo que confessou o crime. A defesa do Felipe vai recorrer, a fim de tentar diminuir a pena, uma vez que ele era primário. Para o Felipe, a pena foi de 14 anos.

Conforme o estabelecido, o segundo suspeito não participou diretamente da morte, da execução em si, não foi ele que atirou. O Marcelo assumiu a autoria. O Marcelo disse que o Felipe não participou. O Conselho de Sentença, entendeu que como houve a carona, o Felipe teria participação.

No entanto, a defesa do Felipe vai recorrer para diminuir a pena. O espaço do Portal MPA está aberto, caso o outro advogado de defesa queira se pronunciar sobre a decisão.

Fórum de Divinópolis