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PF mira grupo familiar suspeito de lavar dinheiro do tráfico com bens de luxo em Minas

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Da esquerda para direita: Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Operação da Polícia Federal apura suspeita de tráfico internacional, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada para compra de bens de luxo

Da esquerda para direita: Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma família de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é investigada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A apuração faz parte da Operação Mens Occulta, deflagrada para combater uma organização criminosa que, segundo a PF, teria atuação a partir de Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 70 milhões em valores sem origem financeira comprovada ao longo de cinco anos. As investigações também apontam que, durante o período de apuração, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína em flagrantes relacionados à organização.

Como o esquema funcionava, segundo a investigação

A PF apura que o dinheiro obtido com atividades ilícitas era ocultado por meio de empresas de fachada e aquisição de bens de alto valor. Entre os itens citados nas investigações estão imóveis, ranchos, apartamentos, embarcações, veículos e cavalos de raça.

Na prática, a suspeita é de que o grupo tentava dar aparência legal ao dinheiro movimentado. Esse tipo de prática é conhecido como lavagem de dinheiro: quando recursos de origem ilícita passam a circular por empresas, bens ou contas para parecerem legítimos.

Quem é quem no grupo investigado

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o núcleo familiar seria formado por um homem apontado como liderança do esquema, duas filhas, a esposa e genros. Uma das filhas é tratada na investigação como pessoa de confiança do principal investigado.

A Polícia Federal também apura a participação de outros envolvidos que teriam atuado na estrutura financeira, no uso de empresas, na ocultação de patrimônio e na movimentação de valores.

Todos os citados devem ser tratados como investigados ou suspeitos, já que a responsabilidade criminal depende do avanço das apurações e de decisão da Justiça.

Operação ocorreu em três estados

A Operação Mens Occulta mobilizou 230 policiais federais para cumprir mandados em Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Em Minas, houve ações em cidades como Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte.

Foram autorizados 49 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão preventiva. Somente em Uberlândia, segundo a PF, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.

Quais crimes são investigados

Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação busca identificar a origem dos valores movimentados, os bens adquiridos e a participação de cada pessoa dentro do esquema.

O caso chama atenção pelo volume financeiro apontado pela Polícia Federal e pela suspeita de que uma estrutura familiar teria sido usada para movimentar, ocultar e transformar dinheiro ilícito em patrimônio de alto padrão.