O desfile num shopping com 20 crianças para adoção deixou muita gente indignada

Postado em 23/05/2019 12:28

O evento “Adoção na Passarela” foi alvo de críticas na internet; em um shopping de Cuiabá, crianças e adolescentes de 4 a 17 anos aptos a serem adotados participam de um desfile Foto: Divulgação

 

Na quarta-feira (22), o evento “Adoção na Passarela” causou comoção pelo Brasil. Em um shopping de Cuiabá, crianças e adolescentes de 4 a 17 anos aptos a serem adotados participam de um desfile . O evento foi alvo de críticas na internet, com pessoas dizendo que as crianças “não são produtos”, que “faltou bom senso” e que “parecia uma feira de adoção de animais”.

 

Na internet, o evento foi criticado.”Constrangedor ! Vexatório! Leilão de Crianças? Apesar das possíveis boas intenções, configura- se Crime previsto no Artigo 232 do ECA: “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento”, postou o advogado Ariel de Castro Alves.

 

O desfile é parte de uma semana de adoção que a Associação Matogrossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) promove, com apoio da seção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na primeira edição, há dois anos, dois adolescentes foram adotados depois do desfile.

 

Leia a nota do Pantanal Shopping:

O Pantanal Shopping informa que repudia a objetificação de crianças e adolescentes e esclarece que o único intuito em receber a ação foi contribuir com a promoção e conscientização sobre adoção e os direitos da criança e adolescente com palestras e seminários conduzidos por órgãos competentes que possuem legitimidade no assunto. O shopping afirma que a ação foi promovida pela Associação Mato Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) em parceria com Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT e reitera que o evento contou ainda com o apoio do Ministério Público do Estado do Mato Grosso, Poder Judiciário do Estado do MT, Governo Estadual do MT, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, Sindicato dos Oficiais de Justiça, Associação Nacional do Grupo de Apoio à Adoção e Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, além do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.

 

 

 

 

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