Em fiscalização, vereador Eduardo Print descobre que entidade parceira do Hospital São João de Deus é um bar - Portal MPA

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Em fiscalização, vereador Eduardo Print descobre que entidade parceira do Hospital São João de Deus é um bar

Postado em 24/08/2021 15:12

 O caso que resultou na compra de três vans para atendimentos móveis pelo Complexo de Saúde São João de Deus ganhou mais um episódio curioso. Na manhã desta terça-feira (24), o presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Vereador Eduardo Print (PSDB), notificou Renato Matias, presidente em exercício da Associação dos Diabéticos de Contagem (entidade parceira do Hospital na compra dos veículos) sobre o fato de a Câmara ter posse do contrato assinado entre as partes. Na semana passada, junto ao vereador Zé Braz (PV) e à Vereadora Lohanna França (CDN), Print se reuniu com o corpo jurídico do hospital para debater sobre o caso. 

 

Contudo, ao realizar a notificação e comparecer aos dois endereços que, em tese, pertencem à associação, o vereador Eduardo Print se deparou com cenários diferentes. No bairro Eldorado, em Contagem, no endereço que consta no CNPJ da entidade, funciona a Associação Cristã Beneficente Eldorado, de portas fechadas e sem nenhum representante. Ainda no município, desta vez no bairro Riacho das Pedras, o endereço divulgado pelo deputado Leo Motta (PSL), em entrevista concecida à Rádio 98 de Belo Horizonte, pertence a um bar. 

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“Tudo fica ainda mais estranho quando tentamos fazer pelo rito comum. Notificamos por email ontem, no endereço que consta a inscrição do CNPJ e, hoje, fui pessoalmente notificar o presidente da associação nos dois endereços. No segundo, na rua Rio Verde, no Bairro Riacho das Pedras, populares que estavam no bar alegaram que a associação funcionava no estabelecimento da esquina, que também se encontrava fechado e sem nenhuma sinalização. Inclusive, um comerciante da área me confidenciou que o imóvel está disponível para aluguel”, conta Eduardo Print. 

 

O objetivo da notificação era obter a autorização de ambas as partes para que o contrato fosse publicizado. “Uma das cláusulas do contrato, o que achei bem estranho, é que ele não pode ser divulgado sem o consentimento das duas partes. Não existem valores no contrato e nem nada mais específico sobre a compra. A Câmara vai continuar essa fiscalização, pois o Hospital São João de Deus é uma entidade que atende uma macrorregião de mais de 1,4 milhão de pessoas”, revela o presidente da Câmara. A diretora do Hospital, Elis Regina, já deu o aval da entidade para a transparência do contrato.

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