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Donald Trump compartilha imagens e propostas que sugerem a redefinição de fronteiras e nomes de países e regiões na América do Norte e do Oriente Médio

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar suas redes sociais para divulgar imagens e propostas que questionam fronteiras e nomes de regiões, incluindo mapas que indicam países e áreas sob suposta jurisdição americana. Na tarde desta segunda-feira (7), Trump publicou na plataforma Truth Social uma imagem que retrata o Canadá, México, Groenlândia e Cuba com a bandeira dos Estados Unidos, sugerindo uma possível incorporação dessas regiões ao território americano. A publicação ocorre em um momento de forte retórica do ex-presidente contra outras nações e regiões, desde o início de seu segundo mandato, em 2025.

A resposta internacional às ações de Trump foi rápida. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que o país latino-americano “não é e não será uma colônia ou protetorado” de qualquer potência estrangeira. Em uma mensagem publicada no dia 7 de setembro, Sheinbaum destacou o orgulho nacional do México, reafirmando a soberania do país e sua condição de nação livre e independente, sem mencionar diretamente as provocações de Trump. Sua declaração reforça a postura de resistência do México frente às declarações de Trump, que frequentemente utilizam simbolismos e retórica de domínio.

Além das provocações envolvendo territórios internacionais, Trump também assinou, em 27 de agosto, uma ordem executiva que renomeou o Lago Ontário como “Lago América”. A mudança foi apresentada como uma resposta às tensões comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá, e entrou em vigor imediatamente após sua assinatura. Apesar de a decisão afetar órgãos federais dos EUA, ela não modificou a denominação oficial do lago adotada pelo Canadá ou por outros países. Em consequência, o Google Maps passou a exibir o nome “Lago América” para usuários nos Estados Unidos, o que gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre a postura do ex-presidente em relação à soberania de nomes de regiões.

Outro episódio de destaque foi a proposta de Trump de renomear o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo, como “Estreito de Trump”. A sugestão foi feita por meio de uma postagem na mesma rede social, onde Trump questionou se o nome deveria ser alterado agora que a região estaria sob controle dos EUA. O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado um ponto crítico para o transporte global de petróleo, e sua potencial mudança de nome foi vista como uma demonstração de postura agressiva do ex-presidente, que também já havia divulgado uma imagem em que a região era rotulada como “novo território dos EUA”. Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, qualificou Trump de “iludido”, reforçando a tensão entre os dois países.

Na noite do domingo (6), Trump divulgou uma montagem nas redes sociais sugerindo a mudança do nome do estado do Novo México para “Nova América”. A imagem mostrava o nome do estado riscado e substituído por “América”, acompanhada de uma legenda em que o ex-presidente afirmava que o nome seria mais prestigioso e adequado para o estado, que, segundo ele, teria “um potencial incrível”. A Casa Branca também publicou uma imagem que mostrava a parte do nome “México” riscada e substituída por “América”, reforçando o tom de provocação e a intenção de alterar nomes e fronteiras de forma simbólica, sem qualquer respaldo oficial ou reconhecimento internacional. Essas ações ilustram a postura de Trump de utilizar símbolos e retórica de domínio para reforçar sua visão de poder e influência, mesmo que de forma meramente simbólica ou provocativa.