
A segurança pública é o campo onde se nota o maior contraste entre os planos de governo dos candidatos à presidência nas Eleições 2026. A análise comparativa das propostas dos 13 candidatos registrados revela profundas divergências ideológicas sobre como gerir o Brasil nessa área, que vai de propostas de endurecimento penal inspiradas em El Salvador à defesa da desmilitarização completa da polícia. Por isso, confira a seguir como cada candidato se posiciona e o que cada proposta significa na prática.
Como as propostas de segurança pública se dividem em 2026?
- O campo da segurança pública divide os candidatos em três grandes alas: endurecimento penal, integração inteligente e desmilitarização.
- Flávio Bolsonaro propõe 5 novos presídios de segurança máxima chamados “TREVA” e 500 mil novas vagas prisionais.
- Lula defende o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com R$ 10 bilhões para combate ao crime organizado.
- Caiado propõe o Sistema Integrado de Proteção à Soberania Nacional e batalhões especializados no combate ao feminicídio.
- Samara (UP), PCB e PSTU defendem a desmilitarização completa da polícia e o fim da guerra às drogas.
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Quem defende o endurecimento penal ao estilo El Salvador?
A ala do endurecimento penal reúne as propostas mais radicais no campo da segurança. Flávio Bolsonaro (PL) propõe criar 5 novos presídios de segurança máxima sob o nome “TREVA”, sem celulares ou visitas íntimas, inspirados no modelo do presidente Nayib Bukele, em El Salvador, além de abrir 500 mil novas vagas prisionais. Consequentemente, o candidato também defende a redução da maioridade penal para 16 anos, ou 14 em crimes hediondos, a castração química para estupradores, e o sistema de vigilância “Muralha Brasileira”, com 1 milhão de câmeras. Pela proposta, a Força Aérea interceptaria aeronaves suspeitas em um “paredão na fronteira”.
Renan Santos (Novo) foca no lema “Prendeu, Matou” e propõe a adoção do Direito Penal do Inimigo (DPI) contra facções criminosas, com repressão sem as garantias processuais normais, forças armadas atuando em Garantia da Lei e da Ordem (GLOs) e superpresídios remotos com isolamento eletromagnético. Ronaldo Caiado (União) propõe criar o Ministério da Segurança Pública, o Sistema Integrado de Proteção à Soberania Nacional e uma agência sul-americana de polícia chamada SULPOL, além de batalhões especializados no enfrentamento ao feminicídio. Romeu Zema (Novo/MG) foca na autonomia dos estados para definir seus próprios crimes e penas, e em dar respaldo legal total à legítima defesa policial. Pablo Marçal (Avante) defende a asfixia financeira do crime organizado e a gestão prisional via parcerias público-privadas (PPPs), com ressocialização pelo trabalho remunerado.
Quais candidatos apostam em integração inteligente e prevenção?
Na ala da integração inteligente, Lula (PT) defende estruturar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) em cooperação federativa, com foco na inteligência e na asfixia financeira de facções por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que contaria com R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Segurança Pública. Portanto, a proposta também inclui manter o controle rígido de armas civis, criar padrões de transferência penal de presos perigosos e ampliar o uso de câmeras corporais em policiais. O médico Augusto Cury defende recriar o Ministério da Segurança Pública e o conceito de “Segurança Pública 4.0”, integrando forças federais e municipais em uma chamada Força de Combate Preventivo, com uso de inteligência artificial e análise preditiva de dados.
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Quem defende a desmilitarização da polícia?
Na ala anticapitalista, Samara (UP), PCB e PSTU defendem a desmilitarização completa da polícia e a unificação em uma força de caráter exclusivamente civil e comunitário. Sobretudo por isso, essas candidaturas também defendem o fim imediato da “Guerra às Drogas”. A revogação da Lei Antidrogas, a legalização de substâncias como a maconha, o desencarceramento em massa e o fim da Justiça Militar. O PSTU vai além e defende que comandantes e delegados sejam eleitos diretamente pela população.
Como interpretar esse cenário para o eleitor de Divinópolis?
Por fim, para o eleitor de Divinópolis, a 11ª posição colégios eleitorais de Minas Gerais. Visto que são 171.365 eleitores aptos, a escolha que envolve entre modelos já aplicados em outros países. Como de El Salvador, que reduziu drasticamente o crime mas foi criticado por organismos internacionais de direitos humanos. A abordagens preventivas ou estruturais, cujos efeitos tendem a ser mais graduais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os planos de governo completos de todos os candidatos estão disponíveis para consulta no portal oficial. Acompanhe a cobertura comparativa das propostas presidenciais pelo Portal MPA.














