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Cleitinho volta atrás e diz que ainda quer disputar o governo de Minas: ‘Quem nunca foi e voltou?’

Cleitinho volta atrás e diz que ainda quer disputar o governo de Minas

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou atrás na decisão de desistir da candidatura ao governo de Minas Gerais menos de 24 horas depois de anunciar que não disputaria o Palácio Tiradentes. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (4), durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília.

Em discurso, Cleitinho disse que tomou a decisão de desistir num momento de fragilidade emocional, em meio ao luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, e pediu ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que reveja a posição do partido.

Eu quero ser candidato a governador e peço humildemente ao presidente que nos dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido, não vou decepcionar o senhor, presidente. Vou aumentar essa bancada mineira dentro do partido e trabalhar principalmente pelo povo mineiro“, afirmou.

Cleitinho disse que família o incentivou a permanecer na disputa

O senador disse que, ao gravar o vídeo em que anunciava a desistência na véspera, passava por um momento de “vulnerabilidade” e que foi incentivado pela família e por apoiadores a permanecer na disputa. “Ontem, quando fui decidir essa situação, tive momentos de vulnerabilidade, de espiritualidade, não estava bem. Minha mãe e meu irmão chegaram em casa e falaram: ‘Não desista. A gente vai fazer campanha para você'”, declarou.

Na segunda-feira (3), Cleitinho havia anunciado que não concorreria ao governo, alegando que precisava cuidar de si e da família após a morte do irmão. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador apareceu emocionado e afirmou que não tinha condições de enfrentar uma campanha eleitoral.

A desistência ocorreu após semanas de impasse entre Cleitinho e a direção nacional do Republicanos, que decidiu não confirmar sua candidatura mesmo com o senador liderando as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas.

Com a saída dele da disputa, a expectativa era que Republicanos, PL e a federação União Progressista oficializassem apoio ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), apontado como o principal nome do grupo para o Palácio Tiradentes.

Agora, a reviravolta de Cleitinho recoloca o cenário em aberto.