Os microempreendedores
individuais (MEI), as micros e pequenas empresas (MPE) de Minas
Gerais estão recuperando gradativamente o faturamento e a
capacidade de arcar com seus compromissos financeiros, como mostra
a 12ª edição da pesquisa ‘O impacto da pandemia de coronavírus nos
pequenos negócios’, realizada pelo Sebrae, em parceria com a
Fundação Getúlio Vargas, entre os dias 27 de agosto e 1º de
setembro. A amostra nacional da pesquisa foi de 6.104 respondentes,
sendo 440 de Minas Gerais.
A queda no faturamento continua sendo uma realidade para a maioria dos empresários (70%), mas houve uma redução de oito pontos percentuais nesse indicador em relação à 11ª edição da pesquisa. Já em sentido oposto, o percentual dos que registraram aumento no faturamento dobrou: de 7% para 14%.
“Temos acompanhado uma recuperação lenta, mas constante, do segmento. Os empresários seguem com um volume de vendas 32% menor em relação ao período pré-pandemia, mas também neste indicador percebemos uma melhora de 10 pontos percentuais para baixo”, afirma Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.
Apesar da retomada gradativa das vendas, o aumento dos custos relacionados à operação dos negócios tem impactado em cheio os MEI e as MPE. Os principais vilões para os pequenos negócios mineiros nesse momento desafiador para a economia brasileira são os custos dos insumos/mercadorias, indicados por 42% dos entrevistados; dos combustíveis, 24%; do aluguel, 13% e da energia elétrica, 7%.
Endividamento
O
percentual de pequenos negócios com dívidas/empréstimos em atraso
recuou cinco pontos percentuais em agosto (30%) em relação a maio
(35%). Já os que afirmam estar com as dívidas/empréstimos em dia
passaram de 33%, em maio, para 36%, em agosto.
A pesquisa também indica uma estabilização na corrida pelo crédito. Em maio, 45% dos entrevistados afirmaram ter buscado empréstimo desde o início da crise sanitária, contra 47% na edição atual do estudo. Mais da metade dos empresários, tanto em maio (53%), quanto em agosto (54%), conseguiram acessar crédito. E a maioria dos entrevistados (56%) da edição atual da pesquisa buscou empréstimo neste ano.
Pix
avança
A 12ª
pesquisa ‘O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos
negócios’ traz um dado inédito, de utilização do PIX pelos pequenos
negócios, para a realização de vendas. Sete em cada 10 empresas,
74% mais precisamente, utilizam o PIX para essa finalidade,
percentual bem próximo ao da média brasileira, de 77%. Segundo a
pesquisa, o PIX ainda responde por menos de 25% do faturamento de
mais da metade (53%) dos entrevistados.
A pesquisa também mostra que o uso da nota fiscal eletrônica ainda não é realidade para 40% dos entrevistados. Cerca de um terço dos empresários afirma usar a nota fiscal eletrônica na venda de serviços e 15% na venda de bens. Apenas 12% afirmaram utilizar em ambas as situações de venda.












