Apesar da entressafra preço nas cotações da arroba do boi não se altera e nenhuma baixa do preço da carne para o consumidor - Portal MPA

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Apesar da entressafra preço nas cotações da arroba do boi não se altera e nenhuma baixa do preço da carne para o consumidor

Postado em 26/06/2022 10:08
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No período de entressafra do boi gordo, entre junho e novembro, há uma piora na qualidade das pastagens, levando os pecuaristas a aumentarem a oferta de animais no mercado. Com isso, costuma ocorrer uma queda nas cotações da arroba do boi, o que geralmente se reflete numa baixa do preço da carne para o consumidor em geral. Mas neste ano, vários fatores vêm influenciando no mercado do boi e os preços do produto seguem firmes. 

O coordenador estadual de Bovinocultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Nauto Martins, diz que, apesar da má qualidade das pastagens nesta época, o mercado do boi gordo continua estável. “Tem animais disponíveis para venda, mas os custos de produção subiram muito e as exportações continuam sólidas. Por isso, o preço da carne não tem cedido”, explica. 

Em Minas Gerais, no período de janeiro a abril de 2022, as exportações de carnes chegaram a US$ 492 milhões, com a venda de 130 mil toneladas. O segmento de bovinos apresentou incremento de 66% na receita e de 30% no volume. Já o de aves registrou 41% na receita e 15% nos embarques.  “Por causa da covid, os chineses estão sendo rigorosos na fiscalização, inclusive descredenciando algumas plantas de frigoríficos. Mas as exportações continuam firmes, não só para a China como para outros países”, salienta Nauto.  

No dia 15/6, a cotação da arroba do boi teve um preço médio de R$ 298,75 no Triângulo Mineiro e de R$291 na região Central de Minas, segundo a Unidade de Planejamento e Estratégia Corporativa da Emater-MG. O coordenador da Emater-MG comenta que outro fator que tem fortalecido as cotações é a alta dos custos de produção. “O preço dos fertilizantes usados na adubação de pastagens subiu muito, assim como os combustíveis. E, no último ano, os valores do milho e da soja, que são utilizados na alimentação de bovinos, principalmente em confinamentos, tiveram uma forte valorização”, explica. 

 

 

 

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