O documentário “Estrada natural – Vida e morte da Estrada de Ferro Bahia e Minas”, dirigido pelo jornalista divinopolitano Emerson Penha, será exibido nesta terça-feira (23), às 19h, no Teatro Municipal Usina Gravatá. Após a exibição, haverá um debate com o diretor.
Segundo o diretor, o
longa-metragem aborda o início, o auge e a decadência das ferrovias
no Brasil. “O filme fala, principalmente, da paixão dos mineiros
pelo trem de ferro. A linha-mestra do enredo é a história da
Estrada de Ferro Bahia e Minas, que ligava Araçuaí, no Vale do
Jequitinhonha Mineiro, até Caravelas, na Bahia. Representava o
sonho daqueles mineiros de ver o mar, mas foi erradicada em 1966 –
fechada, arrancada e os funcionários foram transferidos
compulsoriamente semanas depois”, ressalta.
Emerson conta que o
filme foi produzido em nove anos de muito trabalho e viagens à
região: “A marca cultural deixada pela ferrovia, as transformações
sociais que se anunciavam e foram abandonadas repentinamente e os
sinais indeléveis da estrada, mais de meio século depois de sua
erradicação, são tema de reflexão que o documentário traz à tona”.
A escritora
divinopolitana Adélia Prado, o cantor Milton Nascimento e o
compositor Fernando Brant são alguns dos mineiros entrevistados no
filme, “além de pessoas que viveram e se sentem saudosas do tempo
em que se viajava de trem”. A canção “Ponta de areia”, de autoria
de Milton e Brant, narra a história do documentário.
A entrada é franca a
partir da troca de 1 kg de alimento não perecível ou agasalho, na
bilheteria do teatro.
A exibição em Divinópolis integra a programação da 21ª Semana Nacional de Museus, organizada pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Divinópolis, e conta com os seguintes realizadores: projeto de extensão Ocupa Cine, EPCO (Estudos e Pesquisas das Poéticas do Cotidiano), Cemud/Portal EmRedes, Prefeitura de Divinópolis/Secretaria Municipal de Cultura e Coordenação de Extensão da UEMG Divinópolis.














