O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que pretende entregar mais de R$ 10 bilhões em caixa para o governador eleito Cleitinho Azevedo assumir o comando do Estado. A declaração foi feita durante entrevista, ao ser questionado sobre as condições financeiras e administrativas em que pretende deixar o governo.
Segundo Mateus Simões, a situação será diferente daquela encontrada por ele e pelo governador Romeu Zema quando assumiram a administração estadual, em 2019. Na ocasião, conforme relatou, havia R$ 110 milhões disponíveis em conta.
Mateus Simões compara situação financeira dos governos
Durante a entrevista, Mateus afirmou que, além do valor em caixa, o governo que recebeu em 2019 enfrentava dificuldades para cumprir compromissos financeiros, incluindo o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores estaduais.
O vice-governador também declarou que pretende deixar os pagamentos organizados para a próxima gestão, incluindo o salário referente ao mês de janeiro.
“Eu vou entregar para o Cleitinho um Estado com mais de R$ 10 bilhões na conta, em caixa. Segundo Mateus, o Estado que ele e Zema receberam em 2019 não tinha pagado o décimo terceiro salário para os servidores. Eu vou pagar e vou fazer mais, vou pagar o salário do mês de janeiro, para ele não ter que se preocupar com a primeira folha”, afirmou.
Governo recebido em 2019 tinha dívida de R$ 30 bilhões, diz vice-governador
Mateus Simões também declarou que o governo recebido por ele e Romeu Zema acumulava aproximadamente R$ 30 bilhões em contas em aberto.
Ao comparar os dois cenários, o vice-governador afirmou que Cleitinho receberá uma estrutura financeira diferente daquela encontrada pela atual administração no início do mandato.
“O Estado que nós recebemos devia R$ 30 bilhões em contas em aberto. Ele vai receber um Estado muito melhor do que eu recebi”, declarou Mateus Simões.
Cleitinho Azevedo foi eleito governador de Minas Gerais
Cleitinho Azevedo foi eleito governador de Minas Gerais e deverá assumir o comando do Executivo estadual após a conclusão do atual mandato.
As declarações de Mateus Simões colocam em evidência a situação financeira do Estado e os compromissos previstos para o processo de transição entre as administrações.















