O trânsito nas rodovias que cortam Divinópolis e região segue com fluxo normal na manhã desta quinta-feira (4), sem bloqueios ou interdições. Nesta semana, grupos de caminhoneiros anunciaram uma greve geral na categoria a partir desta data, mas a convocação dividiu o setor com a suspeita de que o ato tenha uso partidário.
A reportagem esteve na MG-050, nas proximidades de um posto de combustíveis no bairro Quintino, em um ponto de encontro conhecido pelos motoristas. Nenhuma grande movimentação foi registrada. Alguns caminhoneiros disseram que não aderiram ao ato e outros afirmaram não ter conhecimento de uma possível paralisação.
Tanto a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) quanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registraram nenhum ponto de bloqueio decorrente de manifestação em Minas Gerais. Em outros estados, não foram relatados indícios de protestos.
Possível greve dividiu setor
O desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, protocolaram uma ação para legalizar o ato. Segundo Chicão, o movimento não teria caráter partidário, e sim uma luta por melhorias para a categoria.
Entre as principais reivindicações estão a estabilidade contratual, o cumprimento das leis trabalhistas, a reformulação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a garantia de aposentadoria especial após 25 anos de atividade, comprovada por recolhimento ou documentação fiscal.
A convocação foi apoiada por políticos como o senador Cleitinho (Republicanos), que publicou um vídeo em suas redes sociais. “Não sei se todos no Brasil estão aderindo, mas eu como senador deixo total apoio para os caminhoneiros e pedir para que a população possa apoiar os caminhoneiros“
Outros líderes do setor, porém, negam que haja adesão a uma greve de cunho político. Em vídeo divulgado na última segunda-feira (1º), Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e líder da greve de 2018, criticou a tentativa de usar a categoria para fins partidários. Ele admitiu que poderia haver uma paralisação pontual de caminhões de empresários do agronegócio, mas não de motoristas autônomos.
“Quem estiver insatisfeito que vá para a rua fazer seu movimento. Mas usar o transporte rodoviário de cargas, usar o caminhoneiro que sofre tanto para levantar um movimento para defender político A ou político B eu não concordo e não vou compactuar”, concluiu.














