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Religioso que atua em Piracema e Igarapé não tem vínculo com a Igreja Católica, afirma Diocese

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A Diocese de Divinópolis, por meio de nota oficial, esclareceu a situação envolvendo o chamado “Padre Tarcísio do Imaculado Coração de Maria”, nome adotado por Jurandi Avelino Júnior, religioso ligado à Congregação dos Camilianos em São Paulo. Segundo o documento, ele se encontra sem comunhão com a Igreja Católica e não tem autorização para o exercício do ministério sacerdotal.

Jurandi foi ordenado padre em 1995 e, pouco tempo depois, ingressou no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, onde permaneceu por cerca de dez anos. Após deixar o mosteiro, fundou a Fraternidade dos Saletianos, inicialmente estabelecida em Marabá, no Pará. Em 2019, transferiu a sede da fundação para Minas Gerais.

Em 2020, ele teve o uso de ordens suspenso pela Arquidiocese de Botucatu (SP), e posteriormente, pela autoridade eclesiástica de Marabá. A atuação irregular do sacerdote ganhou maior notoriedade em Oliveira (MG). Em 2022, Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, bispo da Diocese de Oliveira, classificou a atuação de Jurandi como cismática — ou seja, de ruptura com a comunhão eclesial, mantendo aparências de catolicismo, mas sem submissão à autoridade da Igreja.

A nota publicada pela Diocese de Divinópolis reforça que a autodenominada “Fraternidade Ordem da Mãe de Deus”, com sede em Piracema (MG), não deve receber apoio financeiro. Além disso, há relatos da celebração de sacramentos em residências particulares, como na cidade de Igarapé, inclusive na casa do pai do religioso. Um projeto de construção de uma capela também estaria em andamento, o que preocupa as autoridades eclesiásticas locais.

O bispo da Diocese de Divinópolis, Dom Geovane Luís da Silva, reiterou o posicionamento já adotado por outros bispos, como Dom Maurício Grotto de Camargo, arcebispo metropolitano de Botucatu, no sentido de que Jurandi Avelino Júnior não atua em obediência eclesiástica — elemento essencial para o ministério sacerdotal.

A nota serve como alerta aos fiéis católicos da região, para que não participem de celebrações, sacramentos ou movimentos conduzidos por religiosos sem vínculo formal com a Igreja. A Diocese reafirma a importância da obediência canônica, da comunhão e da transparência no exercício da fé católica.