Um novo capítulo reacende o antigo debate sobre o futuro da Lagoa do Sidil, em Divinópolis. As obras de revitalização e a abertura de uma avenida no entorno da área — a Avenida Divino Espírito Santo — têm gerado polêmica e dividido opiniões entre autoridades, ambientalistas e moradores.
O local, tradicionalmente reconhecido como área verde e de preservação ambiental, está situado em uma das regiões mais movimentadas da área central da cidade. Há anos, o espaço é alvo de discussões sobre ocupação urbana, revitalização e impacto ambiental, que agora voltam à tona diante das novas intervenções executadas pela Prefeitura.
O vereador Vitor Costa (PT) questiona a legalidade das obras e denuncia possíveis irregularidades nos procedimentos de licenciamento e execução. Ele se preocupa com os impactos ambientais na lagoa e no ecossistema do entorno. O parlamentar encaminhou o caso ao Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (CODEMA) e também ao Ministério Público, que já acompanha a situação.
Por outro lado, o secretário municipal de Meio Ambiente e Cuidado Animal, Danilo Teixeira, defende o projeto. Segundo ele, as obras têm o objetivo de requalificar o espaço urbano e oferecer à população uma nova área de convivência, lazer e integração com a natureza.
Apesar dos argumentos técnicos e do discurso de modernização, o tema continua dividindo opiniões. Enquanto parte da população vê a revitalização como um avanço, outros temem a descaracterização da lagoa e a perda de uma das poucas áreas naturais remanescentes da região central.
O Ministério Público segue acompanhando o caso e poderá solicitar novas análises ambientais e esclarecimentos sobre o andamento das obras.















