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‘Não há outro local para o lixo’, diz prefeita Janete em audiência sobre aterro em Divinópolis

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A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, afirmou que o município não possui outro local para destinação do lixo durante Audiência Pública realizada nesta quarta-feira (15), na Câmara Municipal. O encontro debateu a situação do aterro sanitário e reuniu moradores, vereadores e representantes técnicos.

Segundo a prefeita, o problema é histórico e se arrasta há cerca de 40 anos. Ela destacou que está em andamento um estudo técnico para definir um novo modelo de gestão de resíduos sólidos, que será apresentado ao Legislativo. “Não se trata apenas de recolher o lixo, mas de tratá-lo de forma adequada, reduzindo impactos ambientais e ampliando a reciclagem”, disse.

Janete também chamou atenção para o volume de resíduos gerados diariamente na cidade. De acordo com ela, são cerca de 202 toneladas por dia. “É uma situação vergonhosa. Não existe lixo jogado fora, existe lixo nosso, que é colocado em algum lugar e afeta a vida de outras pessoas”, afirmou, ao pedir maior conscientização da população.

Durante a audiência, moradores da região do Complexo da Ferradura relataram problemas como mau cheiro, presença de moscas, doenças, morte de animais, aumento de urubus e possíveis impactos na água. Em resposta, a prefeita afirmou que o município fornece água potável por caminhões-pipa e realiza monitoramento diário, sem registro oficial de contaminação.

Sobre o futuro da área, Janete disse que a Prefeitura trabalha tanto na continuidade da operação quanto na recuperação das regiões já afetadas. Ela também afirmou que moradores poderão optar por permanecer no local ou aderir a um plano de realocação com indenização.

Conforme acordo com o Ministério Público, o município tem até dezembro de 2027 para apresentar e implantar uma solução definitiva para o sistema de resíduos, que poderá ocorrer por meio de concessão ou parceria público-privada.

Como encaminhamento principal da audiência, foi proposta a criação de uma comissão para acompanhar as ações relacionadas ao aterro sanitário. Segundo a prefeita, o grupo terá reuniões a cada 60 dias e contará com representantes da comunidade, da Prefeitura e de órgãos de controle, com foco em garantir transparência e diálogo contínuo.

A audiência foi solicitada pela Comissão de Participação Popular da Câmara, formada pelos vereadores Kell Silva, Washington Moreira e Walmir Ribeiro. Outros parlamentares também participaram do debate.