O morador Pablo de Assis Vieira Sanches, de 28 anos, da avenida Curitibanos, no bairro Campina Verde, em Divinópolis–MG, sofreu queda de moto no mesmo bairro, no dia 15 de novembro, e desde então foi para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e precisa de cirurgia, mas ainda não conseguiu fazer esse procedimento.
Segundo Pablo em entrevista ao Portal MPA, por telefone, ele fraturou a tíbia, além da patela e quebrou o cotovelo. “Fraturei a tíbia, patela e quebrei o cotovelo. Recebi o atendimento na UPA e desde então estou aqui aguardando por cirurgia. Estou desde o dia 15 de novembro, ou seja, são 18 dias na UPA. Não tenho nenhuma resposta, eles falam que estou na fila, que eu tenho que aguardar, que meu caso não é prioridade. Já procurei vereadores, autoridades. O que me resta é ficar aqui na UPA, sentindo dor. A minha perna não para de inchar. Tive que tomar morfina devido à dor. É uma situação complicada”, disse.
Ainda conforme Pablo, seus pais trabalham e eles tem o acompanhado durante o dia, porque ele não está em condições de ir ao banheiro sozinho. “Eles estão divididos entre trabalho, hospital e casa. Está difícil. Não estou tendo nenhuma resposta do estado. Alguns hospitais alegam falta de insumo, falta de leitos, outros hospitais alegam falta de profissionais qualificados”, explicou. Acompanhe entrevista:
O Portal MPA entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde. Confira nota na íntegra:
Em relação ao caso mencionado, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis, esclarece que o paciente aguarda uma vaga que atenda a sua especificidade. Informamos ainda que as transferências pelo SUS-fácil ocorrem com base nas informações médicas prestadas às Centrais Macrorregionais de Regulação Assistencial que buscam o atendimento adequado ao paciente dentro da rede assistencial estabelecida do Sistema Único de Saúde do Estado de Minas Gerais.
Esclarecemos ainda que as transferências ocorrem por meio de um fluxo regulatório estabelecido para os casos de urgência e emergência. Ou seja, a instituição de origem identifica a necessidade de transferência do paciente, procede com a solicitação no sistema informatizado de regulação, o SUSfácilMG, gerando um laudo de solicitação a ser atendido pelas Centrais Macrorregionais de Regulação Assistencial.
Em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não é possível divulgar informações pessoais provenientes do Sistema Estadual de Regulação Assistencial (SUSfácilMG). Dessa forma, a SES-MG não pode disponibilizar qualquer dado individualizado diga respeito à privacidade dos pacientes.















