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Ministério Público denuncia grupo por esquema milionário de propinas na Semsur, em Divinópolis

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou sete pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro ligado à Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), em Divinópolis. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, à 1ª Vara Criminal da comarca.

O caso é resultado das investigações da Operação Ghost Machine, que apura irregularidades em contratos firmados pelo município. Segundo o Ministério Público, o grupo seria comandado por um ex-secretário municipal e um servidor público efetivo, apontados como responsáveis por estruturar o esquema e receber vantagens indevidas.

Também foram denunciados dois empresários ligados a empresas contratadas pela prefeitura, suspeitos de pagar propina para obter benefícios e manter contratos. Outros três investigados, familiares de um dos agentes públicos, teriam participado da ocultação e movimentação dos valores obtidos ilegalmente.

De acordo com as investigações, entre 2022 e 2025, agentes públicos exigiam pagamentos ilícitos para garantir a continuidade dos contratos e acelerar liberações financeiras. Para compensar os valores pagos em propina, o grupo teria fraudado medições de serviços de locação de máquinas, inserindo dados falsos sobre horas trabalhadas em boletins diários, gerando pagamentos por serviços que não foram executados.

Conforme o MPMG, o ex-secretário foi denunciado por cerca de 200 atos de corrupção passiva, envolvendo a negociação de aproximadamente R$ 3,45 milhões em vantagens indevidas. Já o servidor apontado como auxiliar direto responderá por cerca de 30 atos do mesmo crime.

A denúncia ainda aponta a movimentação de aproximadamente R$ 2,5 milhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, por meio de contas de terceiros, incluindo familiares e uma empresa, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

O ex-secretário também foi denunciado por coação no curso do processo, após, segundo o Ministério Público, ter ameaçado de morte uma testemunha para interferir nas investigações. Quatro dos sete denunciados seguem presos.

Além das condenações criminais, o Ministério Público requereu à Justiça que os envolvidos sejam condenados ao pagamento de R$ 4.101.748,80 como valor mínimo para reparação dos danos causados aos cofres públicos.