O líder comunitário da Comunidade Água Espalhada, zona rural de Nova Serrana, João Batista, conhecido como “Quati”, se pronunciou sobre o episódio envolvendo a missa celebrada do lado de fora da igreja pelo padre Gedler Breves.
O caso ganhou repercussão após o sacerdote encontrar a igreja fechada no momento da celebração religiosa realizada em honra a São João Batista. Diante da situação, a missa acabou acontecendo no meio da rua, com a participação dos fiéis presentes.
Em vídeo divulgado à comunidade, João Batista afirmou que houve um desencontro de informações sobre a data da celebração. Segundo ele, desde a criação da comunidade, as missas em Água Espalhada acontecem tradicionalmente toda terceira sexta-feira do mês, às 19h30.
De acordo com Quati, na semana anterior à celebração, foi divulgado no Instagram da paróquia que a missa ocorreria em um sábado. Ele explicou que não possui redes sociais e só tomou conhecimento da alteração posteriormente, quando já não haveria tempo hábil para organizar a comunidade para receber a celebração.
Ainda conforme o líder comunitário, ele chegou a deixar um comunicado por escrito na secretaria da paróquia informando que não seria possível realizar a missa naquela data. O aviso, segundo ele, foi entregue ao secretário, ao segundo secretário e também a membros do conselho paroquial.
Na noite da celebração, João Batista contou que participava de uma reza do terço na comunidade de Canjicas e só ficou sabendo posteriormente que a missa estava sendo celebrada em Água Espalhada.
Segundo ele, a situação causou tristeza entre os moradores da comunidade. “Ficou muito ruim para nós da comunidade, ficou ruim para quem veio celebrar uma Santa Missa fora da igreja e sem nenhuma participação do membro da nossa comunidade”, afirmou.
João Batista ressaltou ainda que episódios semelhantes nunca aconteceram anteriormente e destacou a boa relação da comunidade com padres que passaram pelo local nos últimos anos.
Ao final do pronunciamento, ele pediu diálogo com o pároco responsável para alinhar uma nova agenda de celebrações e esclarecer os fatos junto à comunidade.
A Diocese de Divinópolis informou anteriormente que acompanha o caso e destacou que o pároco possui autonomia para marcação de missas e festividades nas comunidades vinculadas à paróquia.















