O encontro de Jesus com Lázaro morto
evoca em nós o nosso encontro com a morte. Quem já passou por isso
sabe o quanto dói ver, pela última vez, a presença física de quem
nos amou em vida. Lágrimas de sofrimento, de orfandade, lagrimejam
numa dor sem fim. Com Jesus não foi diferente. Ele também chorou
(Jo 11,35) pela morte do amigo. Choramos pela falta que o amor
morto fará em nossas vidas. Quem perde pai e mãe fecha um ciclo de
sua vida. Nunca mais poderá chamar pela mãe, pelo pai. O cordão
umbilical se rompe definitivamente. No entanto, permanecem os
sinais eternos da presença de quem partiu para o encontro com Deus.
Duas coisas importantes: sinal e morte. Não morremos somente quando
o coração deixar alimentar o nosso corpo com o sangue e o sopro de
vida. Podemos morrer em vida para o outro. Quando o amor morre, a
vida passa a ser um velório eterno.
Veja na Reflexão de Frei Jacir
Jesus não ressuscita Lázaro, mas o amor que morreu por falta de amor! (Jo 11, 1-54)

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