A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, se manifestou sobre a situação da Gerdau no município após boatos de fechamento da usina na cidade. No momento, parte dos funcionários estão de férias ou utilizando banco de horas.
De acordo com a empresa, a medida está “relacionada aos elevados níveis de estoque e ao cenário desafiador do mercado brasileiro do aço”.
Em nota enviada na quinta-feira (29), Janete diz que acompanha de perto as tratativas e participou de reuniões com a diretoria da multinacional.
“Tenho acompanhado de perto a situação da Gerdau em Divinópolis e já realizei diversas reuniões com a diretoria da empresa, sendo a última nesta quinta-feira (29). Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo setor siderúrgico, especialmente em razão da concorrência com o aço chinês, que chega ao mercado brasileiro a preços inferiores aos da produção nacional, causando prejuízos significativos à indústria“, disse.
Por outro lado, Janete trabalha para evitar o encerramento das atividades e manter, pelo menos, parte dos empregos.
“Continuarei buscando apoio político e institucional e dialogando com a empresa para encontrar soluções. Nossa maior prioridade é preservar os empregos, proteger as famílias e minimizar os impactos econômicos e sociais para Divinópolis. Não medirei esforços e não desistirei dessa luta”, finalizou.
Gerdau vai fechar em Divinópolis?
Os boatos sobre fechamento de setores ou de toda a produção da Gerdau na cidade começaram em agosto deste ano, quando demitiu 150 funcionários da filial de Recife (PE). Porém, em nota à reportagem na época, a empresa negou que isso não afeta as operações da siderúrgica de Divinópolis.
No fim de agosto, o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis e Região (Sindmetal-Div) realizou uma manifestação na porta da usina defendendo a manutenção dos empregos. Durante o ato, a categoria afirmou que a empresa não teria nenhum motivo para não manter as atividades em Divinópolis.
Com os funcionários em regime de férias, trabalhadores convocaram uma assembleia urgente para a próxima terça-feira (3/11), no poliesportivo da avenida Getúlio Vargas. Conforme representantes dos trabalhadores, o local foi escolhido porque a sede do sindicato não comportaria a quantidade esperada de participantes.
A principal preocupação manifestada pelo sindicato envolve o futuro de aproximadamente 400 trabalhadores que poderão ser atingidos pela eventual paralisação do alto-forno e da aciaria, mas que pode afetar toda a usina.














