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Infestação de caramujo africano preocupa moradores no bairro Catalão, em Divinópolis

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Moradores do bairro Catalão, em Divinópolis, voltaram a denunciar a presença intensa do caramujo africano nas proximidades de um córrego da região. A situação tem gerado preocupação, principalmente pelos riscos à saúde e pelos impactos ambientais provocados pela espécie invasora. Um dos moradores cobra providências da Prefeitura para conter o avanço do problema.

De acordo com relatos, a infestação tem sido mais perceptível em áreas úmidas e com acúmulo de vegetação, ambiente ideal para a proliferação do molusco, especialmente em períodos de calor e chuvas frequentes.

Em fevereiro deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) já havia identificado exemplares do caramujo africano em diferentes bairros do município. Na ocasião, a Vigilância Ambiental alertou para a necessidade de adoção de medidas preventivas por parte da população.

Conhecido cientificamente como Achatina fulica, o molusco é considerado uma espécie exótica invasora e pode causar danos à vegetação, além de competir com espécies nativas brasileiras. O animal também representa risco à saúde pública, por poder hospedar vermes capazes de provocar doenças como meningite eosinofílica e enterite eosinofílica.

As autoridades de saúde orientam que, ao identificar o caramujo, a população evite o contato direto sem proteção. Caso seja necessário realizar a remoção, a recomendação é utilizar luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos, garantindo a coleta segura. Também é indicada a maceração do animal antes do descarte, evitando deixá-lo exposto no ambiente.

Outro ponto de atenção é a higienização adequada de alimentos consumidos crus. A orientação é lavar frutas, verduras e legumes e deixá-los de molho por cerca de 30 minutos em solução com água sanitária, seguida de enxágue em água corrente, reduzindo o risco de contaminação.

Introduzido ilegalmente no Brasil no fim da década de 1980, o caramujo africano possui alta capacidade de reprodução. Hermafrodita, o animal pode depositar cerca de 200 ovos por postura, várias vezes ao ano, o que facilita a rápida infestação de áreas urbanas.

A Prefeitura reforça ainda a importância de manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulhos e realizar o descarte correto das conchas após a eliminação dos moluscos. A medida também contribui para evitar água parada e a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Enquanto aguarda ações mais efetivas do poder público, a população segue sendo peça fundamental no combate à disseminação do caramujo africano no município.