O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2), em convenção no Expo Center Norte, em São Paulo, a candidatura do presidente Lula à reeleição. O anúncio foi feito pelo presidente do PT, Edinho Silva, que confirmou também o registro da chapa formada por Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no Tribunal Superior Eleitoral.
O evento contou com a presença de diversas lideranças petistas e aliadas, como a deputada Benedita da Silva, a ministra Simone Tebet, o ministro Guilherme Boulos, a ministra das Mulheres Márcia Lopes e o senador Rogério Carvalho, além do coordenador da campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Kiko Celeguim. Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo, e o ex-senador Aloizio Mercadante também compareceram.
Lula se candidata pela oitava vez à presidente
Aos 80 anos, Lula busca seu quarto mandato como presidente. Ele foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2022. Antes, disputou as eleições de 1989, 1994 e 1998, quando foi derrotado por Fernando Collor e por Fernando Henrique Cardoso (em duas ocasiões).
Se vencer neste ano, chegará a 16 anos no cargo – ficando atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos, mas foi eleito pelo voto direto uma única vez.
Quem será o vice?
A chapa com Alckmin repete a composição vitoriosa de 2022. O vice-presidente, que já foi adversário de Lula em eleições anteriores pelo PSDB, consolidou sua posição no governo e mantém uma relação de proximidade com o presidente, além de ter chefiado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Na eleição presidencial deste ano, o PT conta com o apoio de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. O principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), ainda não anunciou coligações. As convenções partidárias vão até 5 de agosto, e as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até o dia 15. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.












