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Henrique Galvão: o engenheiro que mudou os trilhos da história de Divinópolis

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fotos reprodução instagram-sites de memórias

Henrique Galvão (1863–1931) foi uma figura central na transformação de Divinópolis, em Minas Gerais, de um pequeno povoado a uma cidade estrategicamente conectada às principais regiões do Brasil. Engenheiro-chefe da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), Galvão chegou à região por volta de 1890, quando a expansão ferroviária era o principal motor do desenvolvimento urbano e econômico no país.

Em reconhecimento à sua contribuição, a primeira estação ferroviária da cidade, inaugurada em 1890, recebeu o nome de Estação Henrique Galvão. Na época, o povoado ainda fazia parte do município de Tamanduá (atual Itapecerica). A estação original localizava-se na antiga Rua do Comércio, próxima ao atual Estádio Mendes Mourão.

A influência de Henrique Galvão foi tão marcante que, em 1911, o nome da própria vila foi alterado para Vila Henrique Galvão. Contudo, com a criação oficial do município em 1º de junho de 1912, o nome da estação — e posteriormente da cidade — foi alterado para Divinópolis, consolidando uma nova identidade local. O nome “Henrique Galvão” foi então transferido para uma nova estação ferroviária no ramal de Paraopeba, próxima à cidade, inaugurada em 1913 e desativada em 1965.

Henrique Galvão não apenas liderou a construção da ferrovia como também se hospedou no casarão que hoje abriga o Museu Histórico de Divinópolis. Na época, foi convidado pelo fazendeiro Capitão Domingos Francisco Gontijo, dono da propriedade construída por escravizados em meados do século XIX, localizada na atual Praça da Catedral (antigo Largo da Matriz).

O impacto da ferrovia na região foi amplo e duradouro. A construção da nova estação ferroviária em 1916, na atual Praça Pedro X. Gontijo, consolidou Divinópolis como um dos principais entroncamentos ferroviários de Minas Gerais, operando linhas de diferentes bitolas. Em 1918, foram inauguradas as Oficinas de Locomoção, que empregaram centenas de trabalhadores e se tornaram um polo de manutenção e operação de locomotivas, carros e vagões. A ferrovia também impulsionou indústrias locais, como a Usina de Álcool Engenheiro Gravatá, que produzia álcool-motor a partir da mandioca desde 1931, utilizando a ferrovia para transporte de insumos e produtos.

Além disso, uma usina hidrelétrica foi construída pela Rede Mineira de Viação (RMV) para eletrificar a linha entre Divinópolis e Belo Horizonte, demonstrando o nível de investimento e modernização que a ferrovia trouxe à região.

A importância de Henrique Galvão permaneceu viva ao longo do século XX. Em 1958, foi criado o Grupo Escolar Henrique Galvão, hoje Escola Estadual Henrique Galvão, localizada no bairro São José. Inaugurada em 1961, a escola homenageia o engenheiro que teve papel essencial no desenvolvimento da cidade. A instituição é referência em acessibilidade, inclusão e inovação tecnológica no ensino público.

O prédio da estação ferroviária original foi tombado em 1988 e, desde 1999, abriga a sede da Secretaria Municipal de Cultura de Divinópolis. Já as oficinas ferroviárias continuam em operação, atualmente utilizadas pelas concessionárias FCA e VLI, mantendo vivo o legado de uma infraestrutura que teve origem no projeto ousado e visionário de Henrique Galvão.

Seu nome está eternamente associado à construção não apenas de trilhos e estações, mas também de uma cidade inteira que cresceu a partir deles.

Sobre a Escola Henrique Galvão:

A Escola Estadual Henrique Galvão, localizada em Divinópolis, Minas Gerais, recebeu esse nome em homenagem a Henrique Galvão (1863–1931), engenheiro-chefe da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM).

Ele foi responsável pela construção do ramal ferroviário que ligava a cidade a Belo Horizonte, obra que teve grande importância para o desenvolvimento econômico e social da região.

A escola foi criada pelo Decreto n.º 5.449, de 11 de junho de 1958, com o nome de “Grupo Escolar Henrique Galvão”. Ela foi inaugurada em 1961 no Bairro São José, um dos primeiros núcleos urbanos em expansão na cidade.

Desde então, a instituição tem desempenhado um papel importante na educação pública local, mantendo viva a memória do engenheiro que contribuiu significativamente para o crescimento de Divinópolis.

fotos reprodução instagram-sites de memórias