Uma mulher de Divinópolis, procurou o Portal MPA, e relatou que o seu pai Samuel Camargo de 53 anos, foi internado na UPA do município no domingo (12) e desapareceu. Segundo o relato, o pai teria chegado a UPA na ambulância do Samu. Posteriormente, ele passou pelo médico e ficou esperando o medicamento deitado em uma maca.
A UPA afirma que ele deixou a Unidade voluntariamente.
Ainda conforme a filha, as enfermeiras deram a medicação ao seu pai. Em seguida, a esposa de Samuel questionou se precisava ficar como acompanhante, porém, a enfermeira respondeu que não precisava, pois ele estaria sedado, pois tinha tomado calmante. “A minha mãe foi embora para buscar roupa para o meu pai, pois ele seria transferido ao Sersam na segunda-feira, 13 de outubro. Quando a minha mãe retornou na segunda, por volta de 06h, o pai já não estava no quarto. Ela perguntou para a enfermeira onde ele estava e ela respondeu que não sabia. Minha mãe ficou esperando funcionários procurarem o meu pai. Ela esperou por 3 horas. Em seguida, eles falaram que meu pai tinha fugido da UPA e eles não sabiam onde ele estava. Minha mãe perguntou para o enfermeiro, como ele tinha fugido, se ele estava dopado de remédio e como ele tinha fugido sem eles perceberem”, contou a filha.
Ao retornar para a casa, a esposa constatou que ele não tinha chegado em casa. ” A minhã mãe voltou na UPA para pedir filmagens para ver onde ele tinha passado e eles tiveram a coragem de falar que o meu pai tinha invadido a UPA. Um absurdo, como o paciente passa pela portaria sem ninguém vê”, acrescentou a filha.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria da Unidade que encaminhou a seguinte nota: Em resposta à solicitação, a Diretoria da Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto Cordeiro Martins – UPA de Divinópolis esclarece que o paciente foi admitido na unidade no dia 12/10/2025, conduzido pelo SAMU, e permaneceu em observação clínica conforme protocolo assistencial.
Na ocasião, encontrava-se hemodinamicamente estável, orientado, deambulando sem apoio e sem indicação de contenção física ou internação involuntária, de acordo com a Política Nacional de Saúde Mental e os preceitos da Portaria nº 336/2002 do Ministério da Saúde, que estabelece as diretrizes para atenção psicossocial no âmbito do SUS.
Conforme registrado em prontuário, o paciente evadiu-se da unidade por volta das 14h30 de forma espontânea, sem apresentar risco iminente à sua segurança ou à de terceiros, e em condições clínicas que não exigiam medida de restrição à liberdade.
A UPA 24h segue estritamente os princípios éticos, legais e assistenciais vigentes, zelando pelo respeito à autonomia do paciente, conforme previsto na Lei nº 10.216/2001, e assegurando acolhimento humanizado, vigilância contínua e encaminhamento à rede especializada quando necessário.
A Direção da Unidade reitera que segue à disposição da família e das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos adicionais.
O espaço segue aberto.















