Pular para o conteúdo

Evento esportivo no EOC reúne ações de conscientização contra a pedofilia e a jogatina em Divinópolis

Image

Em uma manhã de sábado marcado pela união entre esporte, solidariedade e conscientização, o Estrela do Oeste Clube sediou um torneio de futebol que foi além da competição. O evento reuniu três equipes com objetivos muito maiores do que apenas vencer em campo: o time do próprio clube, a equipe Todos Contra a Pedofilia e o grupo Todos Contra a Jogatina.

A proposta da iniciativa foi utilizar o futebol como ferramenta para chamar a atenção da sociedade para dois problemas sociais urgentes e crescentes: o abuso sexual infantil e o vício em jogos de azar. A programação teve caráter festivo, mas com forte apelo reflexivo. Personalidades locais participaram do evento, como o técnico Tide, que comanda a equipe do Fórum de Divinópolis, homenageado por sua dedicação ao esporte e causas sociais.

Além da conscientização, o evento também teve um viés solidário. Foram arrecadados alimentos e doações destinadas ao Instituto Helena Antipoff, referência no atendimento a pessoas com deficiência na cidade.

Conscientização e Mobilização

A campanha Todos Contra a Pedofilia, que nasceu em Divinópolis e se espalhou por todo o Brasil, teve origem após a instalação de uma CPI no Senado Federal que investigou casos de abuso sexual infantil. Desde então, o movimento tornou-se um símbolo da luta contra esse tipo de crime, promovendo debates, palestras e ações públicas em todo o país.

Já a iniciativa Todos Contra a Jogatina é mais recente, mas não menos urgente. Criada a partir da observação do crescente número de pessoas afetadas pelo vício em jogos, a campanha alerta para o impacto devastador que a prática pode causar.

Esporte Como Ferramenta de Transformação

Segundo os organizadores, o torneio buscou resgatar a ideia de que o esporte pode ser uma plataforma poderosa para transformação social. “O futebol tem o poder de reunir, emocionar e educar. Por isso, usamos essa paixão nacional para tratar de assuntos que precisam ser enfrentados com seriedade”, afirmou o promotor de justiça da vara da infância e Juventude Dr Casé.